SETOR PRIVADO – MPT irá apurar denúncias contra LINX em terceirização nas Lojas Renner

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O MPT (Ministério Público do Trabalho) instaurou inquérito civil para investigar as denúncias feitas pelo Sindppd/RS contra a empresa LINX. A empresa é contratada pela Lojas Renner para prestar serviços de TI em sua sede administrativa em Porto Alegre (RS).

 
CLIQUE AQUI para ver o documento enviado pelo Sindppd/RS ao MPT

 
CLIQUE AQUI para acessar a resposta do MPT

 
As denúncias relatam situações em que os trabalhadores são obrigados a praticar jornadas de trabalho ilegais e cansativas, sem receber os valores das horas extras e não tendo o descanso semanal remunerado. Em alguns casos, colegas chegam a trabalhar 15 dias seguidos sem ter folga ou ainda 7 dias na semana. A LINX ainda obriga os trabalhadores a fazerem escalas como bem entender, determinando os dias e horários a serem trabalhados. Ou seja, os trabalhadores acabam perdendo o controle sobre suas próprias vidas e rotinas, já que a LINX é quem dita os seus dia a dia.

O MPT notificará a LINX, pedindo diversos documentos a serem apresentados pela empresa a fim de dar prosseguimento nas investigações para apurar as irregularidades. O inquérito está registrado sob o número IC (Inquérito Civil) 002272.2016.04.000/2-14.

Nesta mesma denúncia, o Sindppd/RS reclamou da falta de registro por ponto eletrônico (os trabalhadores precisam preencher planilhas a mão) e das condições de alimentação no local de trabalho. A Renner não aceita os tíquetes fornecidos pela LINX e não permite que os colegas terceirizados façam as refeições em seu próprio refeitório na sede da loja. Os trabalhadores, então, se vêem obrigados a se alimentar no local mais próximo, onde a refeição é mais cara do que o valor do tíquete fornecido pela LINX.

Essas duas denúncias, do ponto eletrônico e da alimentação, não foram acatadas pelo MPT. A assessoria jurídica do sindicato está analisando a melhor forma de encaminhar as ilegalidades.

 

 

 

Assédio moral também acontece na TI

Os relatos da discriminação que os trabalhadores da LINX sofrem nas Lojas Renner é mais um exemplo de que o emprego de tecnologia não é garantia de melhores condições de trabalho. Infelizmente.

Além de não permitir que os terceirizados utilizem o refeitório da sede da loja para se alimentar (eles só podem entrar para pegar água), a Renner estaria fornecendo cadeiras e demais materiais de ergonomia incompletos ou com qualidade inferior, se comparados aos utilizados pelos funcionários diretos dela, o que inclusive já teria culminado em problemas de saúde aos trabalhadores. Até pouco tempo atrás, os trabalhadores da LINX, independentemente de sua condição física, eram impedidos de acessar o elevador do local.

Os colegas terceirizados também estariam convivendo com metas inalcançáveis impostas pela LINX e corroboradas pela Renner. Eles não recebiam qualquer tipo de treinamento para lidar com o sistema da LINX, o qual passa por atualizações constantes e demoradas, abrindo chamadas extraordinárias de atendimento, dificultando assim que os trabalhadores alcancem as metas.

Essas denúncias de assédio moral foram levadas ao MPT, que pediu mais informações ao Sindppd/RS sobre a  discriminação praticada entre os funcionários da LINX e da própria Renner. A partir desses detalhes, o Ministério Público deverá se pronunciar sobre que encaminhamento dará.

À medida que tivermos novidades, avisaremos.

 

 

Colega da TI: tua empresa está descumprindo a Convenção Coletiva da nossa categoria ou leis trabalhistas? Denuncia ao Sindppd/RS pelo e-mail [email protected]

Essas irregularidades não são práticas “normais”, mas sim ILEGAIS. E portanto, devem ser combatidas!

 
Sindppd/RS

sindppd

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