ALERTA: PROCERGS e PROCEMPA perdem muitos profissionais por responsabilidade dos governos Leite e Melo, que atuam no desmonte das empresas públicas de TI

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A pandemia acelerou de forma impressionante o uso da Tecnologia da Informação no cotidiano das empresas e das pessoas, mas fundamentalmente nos serviços públicos. Desde o home office em larga escala quando a pandemia chegou, passando pelo uso intensivo de tecnologia nas mais diferentes áreas, o que se viu desde meados de 2020 foi um crescimento exponencial na procura de profissionais. Na verdade, o processo vinha de antes, mas se aprofundou muito a partir do início da pandemia.

Grandes empresas nacionais e, especialmente, transnacionais de TI passaram a contratar profissionais – e em alguns casos, pagando em euro ou dólar. Com isso, a mídia passou a falar de forma insistente em apagão de profissionais. Outro impacto foi a alta na média salarial. Mas a política dos governos do RS e da prefeitura de Porto Alegre foi no sentido oposto: de retirada de direitos, e não de reposição das perdas salariais. Esta tem sido a lógica nas duas principais empresas do país em seus segmentos, a PROCERGS e a PROCEMPA.

No caso da PROCEMPA, desde o Governo Marchezan o ataque tem sido feroz, com terceirizações; projeto de desmonte da empresa, que foi derrotado na Câmara de Vereadores em 2020; congelamento salarial por 4 anos, causando um profundo desconforto e indignação dos trabalhadores e a perda de profissionais. Com o Governo Melo não está sendo diferente. Com negociatas na Câmara de Vereadores, o governo conseguiu aprovar um Projeto de Lei danoso para a empresa e estava disposto a manter o congelamento salarial, mas a categoria reagiu e protagonizou a mais longa greve, 56 dias consecutivos, pela qual foi derrotada parcialmente a política de arrocho salarial. No entanto, a sangria não para e, só em 2021, já se aproxima de uma dezena de profissionais que pediram demissão da empresa. É gravíssimo, pois a PROCEMPA não faz concurso há mais de 6 anos e tem 70 vagas não preenchidas. A direção da empresa segue a política do Governo Melo/Ricado Gomes, afinadíssimos com o mercado privado, e estão pouco preocupados com a situação. Por outro lado, segue a linha do antigo Governo Fortunati/Melo de presentear aliados políticos com cargos de confiança, já são quinze indicações de Cargos de Confiança de fora da empresa, gastando mais de R$ 200 mil por mês com este “mimo”.

No caso da PROCERGS, a direção da empresa, seguindo as ordens do Palácio Piratini, DOBROU o número de diretores da empresa – de 3 passou para 6, sendo que 5 são de fora da empresa. Fizeram concurso, mas para poucas vagas, e a evasão só aumenta com a irresponsabilidade da empresa em retirar direitos como o anuênio/quinquênio, que levou a uma greve dos trabalhadores de mais de 50 dias. O Programa de Participação nos Resultados tem metas cada vez mais inatingíveis e o processo de promoções não é transparente. E faz alguns meses que toda a semana saem de um a dois trabalhadores de altíssimo nível técnico. As medidas da direção da empresa trazem a cada dia mais insegurança, fechamento das regionais, negociações sobre nuvem com as grandes empresas multinacionais e várias outras ações que colocam a PROCERGS em risco em um futuro próximo. Uma política desastrosa para a TI pública do estado.

As duas empresas têm mais de quarenta anos e continuam inovando, com serviços premiados nacionalmente, mas com a escalada de ataques dos governos a necessidade de defesa das empresas é cada vez mais uma tarefa para o conjunto dos trabalhadores. Temos que unir esforços e buscar barrar este desmonte, antes que aconteça a destruição geral da PROCERGS e da PROCEMPA.

Sindppd/RS

 

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