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GREVE DA PROCEMPA​: trabalhador que luta faz a sua própria história!

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A greve da PROCEMPA de 2018 foi uma experiência importante nesses últimos anos, a paralisação de MAIOR ADESÃO

Decretar GREVE não é uma decisão fácil; é a última cartada, a mais radical a ser tomada pelos trabalhadores após terem esgotado todas as outras vias de diálogo e de negociação. É quando precisamos “lembrar” aos governos e empresários que, apesar de as empresas existirem e funcionarem por causa do nosso suor e do nosso trabalho, não somos máquinas e temos necessidades e anseios. E exigimos que eles sejam atendidos.

Entrar em GREVE por 2 anos seguidos é mais difícil ainda. E foi essa decisão tomada pelos trabalhadores da PROCEMPA (empresa de TI do município de Porto Alegre) ao verem o duro avanço da direção da empresa e da Governo Marchezan Jr. sobre os seus direitos. No ano passado, a categoria ficou 1​4 dias paralisada; agora em 2018, foram 13 dias de GREVE. E a adesão neste ano foi maior do que no anterior, contrariando todas as previsões de esvaziamento por causa de um possível “desgaste” da categoria.

Quando a GREVE realmente é necessária, não há cansaço que impeça os trabalhadores de irem à luta. Conscientes de que os ataques não cederiam e que apenas uma resposta à altura poderia barrá-los, os colegas foram novamente à luta em 2018, realizando uma das maiores GREVES na história da empresa nos últimos anos. Foi uma grande vitória dos trabalhadores organizados e do seu sindicato, o Sindppd/RS!

E são estas mesmas consciência e visão realista da atual situação que faz com que os trabalhadores da PROCEMPA não se enganem que a direção da empresa e o Governo Marchezan Jr. se deram por vencidos. A luta recente dos municipários contra o pacote de Marchezan levado às pressas para aprovação na Câmara de Vereadores nos mostra que os patrões estão à espreita, esperando o melhor momento para atacar. Precisamos estar sempre alertas e MOBILIZADOS, não podemos bobear!

Outro tema que precisa de nossa atenção é o fato de que TODAS as categorias do município estão há 2 anos sem reposição salarial: municipários, trabalhadores da EPTC, PROCEMPA, IMESF (Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família). Chegou a hora de definir uma estratégia comum de mobilização para o 2º semestre e preparar uma forte campanha unificada com GREVE para ir atrás do direito à recomposição nos salários. Vale também relembrar de uma velha máxima: quem não faz, leva. Ou seja, quem não lutar, além de não ganhar vai perder direitos.

Que a GREVE dos trabalhadores da PROCEMPA sirva de inspiração e anime a luta dos colegas de outras empresas da TI e de demais categorias. A LUTA sempre vale a pena!

 

 

MANUTENÇÃO DOS DIREITOS SOB ALTERAÇÕES DA REFORMA TRABALHISTA

Os trabalhadores da PROCEMPA recém tinham sofrido o golpe do plano de saúde, em que a direção da empresa alterou unilateralmente a operadora para uma de qualidade mais baixa, quando iniciaram a Campanha Salarial. A exemplo de 2017, a categoria cobrava a reposição dos salários e dos benefícios desta data-base (2,76%) e os valores devidos ainda da campanha salarial passada (4,08%).

Do outro lado, a direção da empresa e o Governo Marchezan queriam impor REAJUSTE ZERO para 2018 e se negavam a pagar os valores devidos do ano passado. Ainda pretendiam retirar direitos que já estavam consolidados no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria, os quais foram conquistados em campanhas salariais anteriores, entre eles o anuênio e a licença-prêmio.

Com a GREVE, os colegas mantiveram todos os seus principais direitos e conquistaram o reajuste ​nos vales refeição e alimentação. A reposição nos salários ficou para ser negociada numa reunião em Outubro, junto com os dias parados da GREVE. Em relação ao plano de saúde, os trabalhadores conseguiram amarrar algumas garantias, que não estão vinculadas à ação judicial que segue tramitando na Justiça do Trabalho.

Foi uma campanha salarial de RESISTÊNCIA e por AVANÇOS, a primeira sob as novas regras trazidas pela Reforma Trabalhista dos patrões. Não aceitaremos retrocessos!

 

 

 

A LUTA é pela PROCEMPA e pela população de Porto Alegre

Está em curso um processo de esvaziamento da PROCEMPA e risco iminente de terceirização de importantes serviços a empresas de TI da iniciativa privada, que também fazem os trabalhadores sofrerem há quase 2 anos sem reajuste salarial e querem, de todas as formas, retirar direitos. Por isso que a LUTA dos trabalhadores da PROCEMPA é pelos seus direitos, mas também pela manutenção da empresa pública de TI, que presta serviços importantíssimos à população da Capital. E poderia oferecer outros mais, clique no título a seguir para ler o artigo: Porto Alegre já poderia ter GPS nos ônibus, cercamento eletrônico e prontuário eletrônico integrado
O Governo Marchezan elegeu o gasto com o funcionalismo e algumas empresas públicas, entre elas a PROCEMPA, como os vilões do rombo no caixa da prefeitura.  A saída deste governo é cortar direitos, mexer nos salários dos trabalhadores e vender as empresas públicas para “aliviar” o caixa, como os secretários gostam de dizer. Um caixa que fechou com um superávit de R$ 163,5 milhões em 2017 conforme estudo do DIEESE e do SIMPA (sindicato dos municipários), VEJA AQUI

Retirar direitos dos trabalhadores do município ou da PROCEMPA resulta em mais precarização à população da Capital. A buraqueira das ruas da cidade é apenas a ponta do iceberg, a mais visível por todos. O sucateamento é bem mais profundo, sendo sentido nos ônibus velhos e sem manutenção da CARRIS e das concessionárias privadas, que são pouco cobradas e fiscalizadas pela prefeitura; falta de professor generalizada nas escolas municipais, que também sofrem com material didático e de higiene reduzido; falta de funcionários e atendimento reduzido nos postos e unidades de saúde, entre outros. Técnicos do DMAE já alertam para a terceirização dos laboratórios que atestam a qualidade da água da Capital dos gaúchos. A mesma pesquisa do DIEESE e do SIMPA aponta que apesar do caixa fechar com dinheiro no ano passado, a Gestão Marchezan reduziu em 21,4% os investimentos em relação a 2016 e é o menor nível desde 2013.

A exemplo dos governos em geral, como Temer (federal) e Sartori (Estado do RS), Marchezan Jr. quer que os trabalhadores paguem pela crise financeira das grandes empresas, bancos e especuladores. Resistiremos!

 

 

Sindppd/RS

 

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