Terceirização das notas de expediente e da fábrica de software, para onde vai a Procergs?

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O sindicato já fez denuncia nos órgãos competentes sobre a licitação da fábrica de software e solicita a suspensão da licitação.
 
Já havíamos divulgado sobre o novo edital de licitação para a fábrica de software externa, com prazo podendo chegar a 5 anos, são trinta mil pontos de função. Na última licitação foi para 12 mil pontos de função. O fato agravante é que além do desenvolvimento está previsto também a MANUTENÇÃO de sistemas. Entendemos como gravíssimo, pois avança no sentido de colocar para um ente externo a Procergs, a condição de manter os sistemas que são públicos, além de permitir a perda da inteligência dos sistemas. Outro detalhe muito importante do edital é que o valor da hora é três vezes maior do que valor pago a um trabalhador da Procergs. Quem ganha com isso não é o trabalhador da empresa que ganhar a licitação e sim os donos da empresa.
 
O sindicato encaminhou denúncia com pedido liminar para suspender este processo, pois existem sérios riscos para a empresa pública, seus trabalhadores e para a população gaúcha. A denuncia foi para os seguintes órgãos:
 

Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Sul

Ministério Público do Rio Grande do Sul

Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul

Promotoria da Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre – Combate aos Crimes Licitatórios

Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre

 
Mais terceirização em andamento
 
Nós últimos dias fomos surpreendidos com a informação de que a empresa irá encerrar as notas de expediente e o via RS e os trabalhadores serão remanejados. Conforme informações da empresa em reunião solicitada pela CT/sindicato, haviam duas possibilidades, ou melhorar o serviço ou encerrar e terceirizar. Foi escolhido o segundo caminho, o da terceirização, mais uma vez.
 
Vale lembrar que vários colegas são do turno da noite e madrugada e irão perder importante parte de seus salários. 
 
A politíca dos governos, tanto nacional como estadual e municipal tem sido de fragilização das empresas e dos serviços públicos e no RS não é diferente. A iniciativa privada quer abocanhar contratos, pois tem retorno garantido. Quando lhes interessa usam do argumento de que o estado é caro e ineficiente para garantir gordos contratos da área pública. Não podemos permitir.
 
Esperamos que os órgãos de fiscalização recebam e deem um justo encaminhamento as denuncias e possamos garantir a manutenção e o fortalecimento da Procergs como empresa pública.
 
Não podemos aceitar que a empresa esteja terceirizando serviços com o argumento de falta de trabalhadores. Que seja feito concurso público imediatamente.
 
 
Não a terceirização na Procergs!
Exigimos concurso público já!
Pelo fortalecimento das empresas públicas de TI!
Pela garantia de sigilo das informações da população gaúcha!
 
 
 
 
Sindppd RS   CT Procergs
 
 
sindppd

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