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Setor Privado: Sem novidades, SEPRORGS insiste em tirar direitos dos trabalhadores

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Representantes do SEPRORGS (sindicato patronal) e do Sindppd/RS se reuniram na tarde dessa segunda-feira (4/06) para tratar da Campanha Salarial 2017/2018. A entidade dos empresários apresentou “cenários” ao sindicato, mas não quis registrar em ata. Por isso, colegas, NOVAMENTE divulgamos um o documento com apenas 4 linhas, sem NENHUM tipo de detalhe.

Não é falta de  técnica para escrever uma ata, mas sim ​porque a insistência dos empresários em retirar direitos e o fato de saberem que iremos registrar nossa insatisfação ​faz com que as atas sejam feitas com este conteúdo. CLIQUE AQUI para acessar

Nos cenários apresentados e que não quis registrar em ata, o SEPRORGS condiciona a reposição salarial e dos benefícios pelo INPC à retirada de direitos dos trabalhadores que constam em nossa Convenção Coletiva (CCT). Relembre nesta matéria o que está em jogo: Setor Privado: SEPRORGS quer impor um duro retrocesso de direitos. Não podemos aceitar!
Ou seja, o que perderíamos ​coloca em cheque um possível reajuste de 1,83% ​​- principalmente porque sabemos que a inflação oficial medida pelo INPC não representa a desvalorização REAL dos nossos rendimentos. O que os patrões querem nos dar é MUITO POUCO em vista do que perderíamos.

Não ficou marcada data para nova negociação da Campanha Salarial 2017/2018​; será agendada após uma criteriosa avaliação de cenário que faremos juntamente com a assessoria jurídica do sindicato​ ainda nesta semana.

O Sindppd/RS NÃO ABRIRÁ MÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES. Negociação pressupõe avanços para ambas as partes, mas até agora o SEPRORGS só quis tirar nossos direitos e nos pagar o INPC, que significa apenas receber de volta o que a inflação corroeu de nossos ganhos.

 

Colegas, fiquem atentos aos nossos chamados! Resistiremos!

 

Sindppd/RS

 

 

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13 Comentários

  1. Graziele 5 junho, 2018 - 18:51 à 18:51

    Ja vi tudo.. sem dissídio esse ano! Parabens a ambos os sindicatos por mostrarem que somos importantes apenas quando tem meta a ser batida ou contribuição sindical a ser feita.

    • Neo 7 junho, 2018 - 11:28 à 11:28

      kkkk, bem isso!
      Pessoas cheias de cacoetes nas negociações e nem aí para as reais situações vividas na pele.

      Tivessem interesse de verdade, como é com a contribuição sindical, tinha metido o patronal na justiça para sair na data que deve ser cumprida!

      A esta altura do ano, os debates e reuniões deveriam ser sobre o convenção/dissídio 2018/2019, e não o anterior.

  2. Marcelo 7 junho, 2018 - 2:18 à 2:18

    Que sindicato fraco ! Sem dissidio esse ano! Já era para ter entrado em GREVE faz tempo, só os camioneiros tiveram coragem pra fazer parar o país… voçês estão empurrando com a barriga. Nunca vi um dirigente sindical se aproximar dos funcionários de empresa privada, mas quando é epoca de contribuição aparecem que nem politicos atrás de voto em tempo de eleições.

    • sindppd 12 junho, 2018 - 11:34 à 11:34

      Marcelo,

      falastes corretamente: os caminhoneiros entraram em greve. Poderemos contar contigo então em cruzar os braços e paralisar? Afinal, não adianta o Sindppd/RS decretar greve do nada, simplesmente porque queremos; os trabalhadores precisam REALMENTE PARAR nas empresas em que trabalham. Se sim, estamos junto na luta!

      Att. Sindppd/RS

  3. Analista 7 junho, 2018 - 14:01 à 14:01

    Ainda bem que não contribui para este sindicato ridículo, foi sempre esta palhaçada e vai continuar sendo, enquanto todos os outros sindicatos já conseguiram o reajuste de 2018.
    Pelo amor de Deus, sem comentários… coloquem na justiça a SEPRORGS logo, vocês estão esperando o quê? Não justifiquem a falta de interesse de vocês em nosso dissídio em cima da nova Lei Trabalhista.

    • sindppd 12 junho, 2018 - 11:58 à 11:58

      Prezado Analista,

      sempre partimos da confiança de que os comentários feitos aqui não são de má fé. Quais “todos os outros sindicatos” já conseguiram o reajuste de 2018? Porque temos informações bem diferentes. Os sindicatos que não são vendidos e que não estão entregando os direitos dos trabalhadores enfrentam campanhas salariais bem duras.

      Em nossa opinião, o ponto central da nossa campanha salarial são os direitos dos trabalhadores garantidos pela Convenção Coletiva: http://www.sindppd-rs.org.br/setor-privado-20172018-seprorgs-quer-impor-um-duro-retrocesso-em-nossos-direitos-nao-podemos-aceitar/

      Sobre colocar na Justiça, é fundamental compreender a atual situação, que mudou bastante com as alterações da Reforma Trabalhista: http://www.sindppd-rs.org.br/setor-privado-informe-importante-aos-trabalhadores-sobre-ajuizar-campanha-salarial/

      E em relação à Reforma Trabalhista, não seja leviano colega, pois os impactos dela são bem graves e podem nos impactar ainda mais do que já está. A Reforma Trabalhista não é um simples “bordão político” ou uma mera justificativa, como colocastes; é uma realidade BEM DURA e bastante DESFAVORÁVEL aos trabalhadores, pois foi feita para atender aos interesses dos patrões. Tem bastante coisa no site sobre ela, caso queiras.

      Att. e à luta!
      Sindppd/RS

  4. Cesar 8 junho, 2018 - 15:35 à 15:35

    Concordo com você Graziele.
    O sindicato se preocupa em fazer o acordo que fica melhor para o lado dos patrão, pelo menos é o que eu vejo.
    Agora sobre a proposta, não aceita e …
    Entra na justiça e bora brigar por um aumento justo.
    Valeu!!

  5. analista 19 junho, 2018 - 14:52 à 14:52

    Sempre com respostas na ponta da lingua esse sindicato,vcs tem que aceitar o que nos queremos e nao o que vcs acham que é bom pra nos! Fechem logo esse acordo. E sobre a reforma trabalhista, chega de ladaia, ja esta feito e assim sera, se preocupem com os dissidios pois a reforma nao tera mais volta!

    • sindppd 29 junho, 2018 - 14:22 à 14:22

      Analista,

      e o que os trabalhadores querem é perder direitos sem aumento salarial, TALVEZ uma reposição da inflação (míseros 1,83%)? Direitos que saem mais caro do que o INPC “oficial”? Achamos difícil.

      E a Reforma Trabalhista não é “ladaia”, mas sim uma DURA realidade que teremos que conviver da forma menos danosa, para não perdermos direitos. Depois que se perde, DIFICILMENTE conseguimos reaver esses direitos.

      Vem construir a campanha salarial junto, colega! A saída não é individual, mas sim COLETIVA!

      Sindppd/RS

  6. Sidney 28 junho, 2018 - 19:57 à 19:57

    Por que não buscam aprovar leis onde a patronal tenha que pagar juros e correções baseando-se na SELIC para os valores retroativos? Se assim for, eu duvido que teremos tanto impasse para que o direito do trabalhador seja respeitado.
    O valor do dissídio nem deveria ser negociado, deveria ser aplicado automaticamente usando o INPC como base e discutirem alguma outra coisa que fosse produtivo, maaassss para que facilitar se podemos perder horas discutindo coisas indiscutíveis?

  7. andre 29 junho, 2018 - 14:54 à 14:54

    Prezados,
    Eu participei de todas a reuniões da campanha anterior e fui muito duro referente a criticas ao sindppd, pois o sindppd é fraco. Fica empurrando o dissídio com a barriga, para no final aceitar o que foi oferecido no começo das negociações. Sim foi isso que foi feito na campanha anterior. Porque não foram tentar uma mediação ainda? Mediação pode ser feita sem que haja concordância de ambas as parte e não causa prejuízo aos trabalhadores. Esse sindicato está cada vez mais fraco.

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