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Setor Privado: o que está em jogo no dissídio coletivo?

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Diversos trabalhadores têm feito comentários no site, questionando o Sindppd/RS sobre o andamento do dissídio e da campanha salarial, bem como problematizando várias questões que envolvem as reivindicações defendidas pelos trabalhadores da TI do setor privado nos últimos anos.

Com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas e estimular o debate, a direção do sindicato pontua algumas situações a seguir:

 

 

# Ganho Real x Redução da Jornada de Trabalho

Alguns colegas têm afirmado que se o Sindppd/RS abrisse mão de reivindicar a redução da jornada para 40h semanais, facilitaria a conquista do aumento real. No entanto, as negociações com o sindicato dos empresários de TI, o SEPRORGS, no mínimo nos últimos 10 anos, não confirmam esta hipótese.

Em nenhum momento, por exemplo, os empresários fizeram essa proposta – o que eles poderiam ter feito, afinal a iniciativa de negociar deve ser de ambas as partes, trabalhadores e empresários. O SEPRORGS, sindicato dos patrões, não aceita, de jeito nenhum, negociar a redução da jornada de trabalho. Para a entidade patronal, este é um tema tabu.

E nós, pelos trabalhadores já apresentamos todas as alternativas possíveis de flexibilização na implementação da redução da jornada. Mas nada demove esses senhores da sua intransigência e ganância por lucros desmedidos.

Essa atitude nos causa estranheza, mas não nos surpreende, já que as 40h semanais na TI não é nenhuma novidade no Brasil e nem se limita aos estados “ricos” economicamente. Na verdade, até já podemos dizer que a redução da jornada na TI é uma tendência, que deve se ampliar. O que nos faz constatar isso são os próprios fatos: atualmente, São Paulo, Paraná e Pernambuco têm 40h semanais; Santa Catarina está negociando essa pauta na campanha salarial. O próprio Sindppd/RS já fechou acordos coletivos diretamente com empresas de todos os portes em que reduz a jornada; entre elas, está a SAP e a TOTVS (CLIQUE AQUI para ver a lista das empresas).

Por isso podemos concluir, que ganho real e redução da jornada de trabalho não são reivindicações excludentes. Quando se tem disposição de negociar, as partes podem chegar a um acordo satisfatório. Na campanha salarial de 2010, em SP foram aprovadas, ao mesmo tempo, a jornada de 40h semanais e um ganho real de 1,9% (http://pcworld.com.br/dicas/2010/03/10/profissional-de-ti-em-sp-tera-reducao-de-jornada-de-trabalho/).

É importante lembrar que em campanhas salariais anteriores aqui no estado, mesmo quando os trabalhadores não colocavam a redução da jornada como uma pauta prioritária, o SEPRORGS também ofereceu reajustes dos salários e benefícios somente pelo INPC. Em 2008, esses senhores tiveram a audácia de propor reajuste de apenas 75% do INPC daquele período (http://www.sindppd-rs.org.br/?p=5103) e, em 2009, a oferta foi de 90% do INPC (http://www.sindppd-rs.org.br/?p=5286) ou seja, nem mesmo as perdas salariais com a inflação os empresários se propunham a repor.

Por que na TI do Rio Grande do Sul nada pode? Nem ganho real, nem redução de jornada?

 

 

# Ganho real é mais importante do que reduzir a jornada

É fato que, no final do mês, o que pesa mais imediatamente é a falta de dinheiro para colocar a comida na mesa, pagar as contas e para investimentos em nível pessoal. No entanto, a pauta das 40h semanais não foi algo que os diretores do Sindppd/RS, que também são trabalhadores da TI, tiraram da cabeça deles. Vários colegas da categoria têm colocado esse tema como reivindicação prioritária nas assembleias, nas mobilizações que realizamos e nas várias mensagens eletrônicas enviadas ao sindicato.

Isso se deve porque a produtividade e as metas cobradas por diversas empresas de TI têm tornado, cada vez mais, a jornada de trabalho de 8h diárias muito pesada, estafante e causadora de doenças (principalmente psicológicas e de LER) nos trabalhadores. Para vários colegas, assim como também encara o Sindppd/RS, reduzir jornada é como “ganhar dinheiro” – seja para ter mais tempo livre para fazer freelas, para estudar e se aperfeiçoar, para ficar com a família ou simplesmente para descansar, a fim de ter uma nova jornada no dia/semana seguinte.

 

 

# As empresas de TI não têm dinheiro para dar aumento e reduzir jornada

Nos levantamentos semestrais que o DIEESE (Departamento Intensindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) têm divulgado sobre as negociações salariais, pelo menos 90% das categorias de trabalhadores do país encerram as campanhas com aumento real. No RS, no primeiro semestre deste ano, todas as categorias tiveram reajuste acima da inflação. Menos a TI.

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada em Abril deste ano concluiu que as empresas, de forma geral, têm investido 7,5% da sua receita bruta no setor de TI (http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=160080&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter). Se estão fazendo isso, é porque consideram a área bastante importante para seus negócios.

Estudo divulgado em Julho pela Aleti (associação que reúne entidades da América Latina, Espanha, Portugal e Caribe) aponta que as empresas de TI foram as que tiveram o maior faturamento em comparação com os demais setores econômicos do Brasil. No RS, mais de 50% das empresas registraram crescimento de 10% a 25% (matéria emhttp://www.sindppd-rs.org.br/?p=7847).

No entanto, há sempre quem lembre que faturamento e crescimento não é lucro. É verdade, mas dificilmente uma empresa irá crescer e faturar e não terá lucro. Exemplo disso está sendo vivenciado pelos colegas do TERRA, que enfrentam a terceira edição de um processo de demissões em massa feita pela empresa em quatro anos. A diretoria do TERRA diz que a empresa está enfrentando uma grande crise, mas continua tendo lucro (veja maisAQUI). Será mesmo crise financeira ou reposição de mercado?

Mesmo assim, em um “momento de crise”, a primeira coisa que a empresa fez foi demitir os trabalhadores. E os lucros obtidos nos últimos anos, para onde foram?

Tire suas próprias conclusões, colega.

 

 

# O Sindppd/RS não sabe negociar

Bom, primeiro que negociação não é a palavra correta para definir o que o SEPRORGS faz. É comum, já na primeira reunião de negociação das campanha salariais, os diretores do SEPRORGS logo falarem que oferecem apenas o INPC e que jornada de 40h semanais está fora de cogitação. Quem tem disposição de negociar atua dessa forma?

Além disso, o sindicato tem apresentado alternativas viáveis nas mesas de negociação, a fim de viabilizar o atendimento à pauta da categoria. Em relação à jornada de 40h, por exemplo, já propomos ao SEPRORGS fazer a redução de forma escalonada – passar para 42h até um determinado mês e, para 40h semanais, no ano seguinte, a fim de que as empresas possam se organizar economicamente. Nada convence esses senhores, que não têm nem a capacidade de apresentar uma simples contraproposta, pois eles não vislumbram uma possível redução da jornada de trabalho.

O que o Sindppd/RS deve fazer diante de tamanha intransigência e falta de diálogo? Rebaixar a pauta dos trabalhadores? Achamos que não.

 

 

# Por que o Sindppd/RS não entrou antes com ação na Justiça?

A Justiça tende sempre a querer que os envolvidos esgotem todas as possibilidades de negociação e de diálogo antes de chegar aos tribunais (que, para ela, é o último recurso). Tudo isso é para evitar um termo que vem sendo bastante usado: a “judicialização” dos conflitos.

Portanto, no âmbito jurídico, acabamos tendo um caminho a ser trilhado, não somente pelo Sindppd/RS, mas por qualquer outro sindicato ou pessoa deste país. Se ajuizássemos o Dissídio Coletivo antes de tentar negociar com o SEPRORGS, certamente a Justiça faria com que cumpríssemos o rito necessário e prévio das negociações etc.

 

 

# Não dá para aceitar o INPC e ajuizar dissídio para conseguir as demais reivindicações?

Essa hipótese nunca esteve colocada, pois dependeria da concordância dos patrões, o que é descartado por eles, pois querem encerrar não só esta, mas como todas as campanhas salariais com, no MÁXIMO, a inflação do período e sem nenhum centavo de aumento real.

O que ocorreu, é que o próprio SEPRORGS, em novembro do ano passado (data-base da categoria) orientou as empresas a reajustarem os salários dos trabalhadores pelo INPC do período (registramos que a medida não foi acordada antes com o Sindppd/RS). Se a entidade tomou essa decisão é porque, no mínimo, estava se propondo a fechar a campanha salarial com a reposição da inflação – ou seja, o SEPRORGS não teria como voltar atrás depois, dizendo para os empresários não pagarem mais o INPC.

Portanto, as empresas de TI que ainda não reajustaram os salários de seus trabalhadores pelo INPC estão, no mínimo, “querendo fazer caixa” com o dinheiro que pertence aos trabalhadores. Ou seja, mais uma vez, aumentam ainda mais seus lucros, que já não são pequenos.

Destacamos que as empresas não precisam ter a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) assinada ou esperar pelo julgamento do TRT para implementar o reajuste pelo INPC – que, reiteramos, já tem inclusive orientação neste sentido da entidade representativa delas, o SEPRORGS. Essas empresas fazem isso para deixar os trabalhadores tensionados, o que os levam a pressionar o Sindppd/RS a aceitarem qualquer acordo – que obviamente será benéfico para os próprios empresários. Depois, quando o acordo tiver sido fechado e as empresas terão que pagar os reajustes com os retroativos, virá o xororô de que o montante é muito alto etc., seguido de tentativas de pagar parceladamente aos trabalhadores o valor que já deveriam ter pago há, no mínimo, 10 meses atrás. Por que esses empresários já não pagaram lá em Novembro de 2013?

Conseguistes parcelar as tuas contas também? Ou pudestes trabalhar de forma “parcelada”? Pense bem nisso!

 

 

# Quando fechar a Convenção Coletiva ou for julgado o dissídio, terá pagamento dos retroativos?

Sim. Todos os reajustes (salariais, de benefícios etc) serão realizados retroativos a 1º de Novembro de 2013, que é a data-base da categoria.

 

 

# O Sindppd/RS só luta pelos trabalhadores das empresas públicas

Esse comentário geralmente aparece quando iniciam as campanhas salariais do Serpro e da Procergs, que são as duas empresas públicas que têm mais funcionários no estado – as quais possuem campanhas salariais específicas, já que a negociação se dá diretamente com as direções das empresas, sem passar pelo SEPRORGS, entidade que centraliza a representação dos empresários no setor privado.

No entanto, se formos analisar friamente, a afirmação não corresponde com a realidade do Sindppd/RS. Desde Outubro do ano passado, os esforços do sindicato estavam dedicados às campanhas salariais do setor privado e da Procempa (empresa pública de TI do município de Porto Alegre, que também tinha data-base em 1º de Novembro e que fecha acordo direto com a empresa e prefeitura, sem a participação do Seprorgs). Nesse período, o sindicato fez panfletagens nos principais centros tecnológicos do estado (TECNOSINOS e TECNOPUC); organizamos, junto com os trabalhadores, mobilizações e trancaços nos centros e em grandes empresas do setor, como a GET NET e o TERRA; participamos da greve dos trabalhadores da STEFANINI, que também teve como mote o aumento salarial; fizemos adesivos e outdoors nas principais regiões da TI no Rio Grande do Sul; foram realizadas assembleias da categoria etc.

Os esforços e os investimentos feitos pelo sindicato até são mais pesados no setor privado, se compararmos com as empresas públicas. Fazemos isso porque é necessário, pois o setor privado não se concentra em um único espaço físico, como as empresas públicas, bem como é composto por milhares de empresas de diferentes portes.

É verdade que, mesmo com todo o esforço, o Sindppd/RS não consegue chegar a todos os colegas de todas as empresas de TI gaúchas. Esse é um dos limites do sindicato que precisam ser enfrentados, com ajuda dos próprios trabalhadores. Afinal, o Sindppd/RS não é somente dos seus diretores (que também são trabalhadores de TI), mas de toda a categoria.

Além disso, a vida dos colegas das empresas públicas também não está fácil. Embora eles não sofram as mesmas pressões e ameaças que os colegas do setor privado enfrentam, na realidade essas dificuldades se tornam bastante parecidas. Por exemplo, agora a direção da Procergs (empresa de TI do governo estadual) está passando listas nos setores, a fim de saber quem está participando das mobilizações da campanha salarial, para constranger os trabalhadores com ações futuras que ainda não sabemos quais são. Também proibiu o Sindppd/RS de entrar com o carro no pátio da empresa, uma prática corriqueira até então – no TECNOPUC e no TECNOSINOS, os seguranças também não permitem que o sindicato entre e converse com os trabalhadores ou que simplesmente distribua os boletins da entidade. Na Procergs, a direção da empresa e o governo estadual querem dar apenas o INPC, usando como desculpa as limitações impostas pela Lei Eleitoral.

Portanto colegas, a postura dos “patrões” são bastante parecidas, sejam eles das empresas públicas ou das privadas: são intransigentes e infelizmente não enxergam os trabalhadores como uma parte importante das empresas e do serviços que prestam, mas sim como um custo.

 

 

# O Sindppd/RS só vem com o discurso da intransigência, mas não faz nada

O Sindppd/RS é um instrumento de luta dos trabalhadores. A entidade, por si só, realmente não faz nada sozinha. Precisa dos trabalhadores, seja para apoiar nas decisões, seja para se organizarem e realizarem as mobilizações e os protestos – nas quais o sindicato participa. A estrutura e os recursos do Sindppd/RS estão à disposição da categoria e de sua luta por melhores salários e condições de trabalho.

A adesão dos trabalhadores às campanhas salariais e mobilizações e a participação nas assembleias são fundamentais. Não adianta ficar somente atrás do teclado; é preciso participar!

 

Vem junto, TI!
#TIdoRSrumoas40hsemanais!

 

Sindppd/RS

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33 Comentários

  1. Pedro 27 agosto, 2014 - 15:37 à 15:37

    Excelente post! Claro, conciso, e direto ao ponto.
    Espero que elucide aqueles que vem aqui só para reclamar acusando que o sindicato não faz nada, quando eles mesmos fazem menos ainda!
    Quero ganho real de 15%, ainda que isso não compense todos os anos sem ganhos, e formalização da jornada para 40h para todos, apesar de a empresa na qual eu trabalho já ter esta prática.
    Entendo que algumas empresas pequenas talvez realmente tenham dificuldades de dar aumento real e redução da jornada, mas com certeza, se existem, são uma minoria absoluta. As médias e grandes tem lucros anuais enormes, e só precisam reconhecer melhor seus colaboradores, os maiores responsáveis pelo seus sucessos!

  2. André Lermen 28 agosto, 2014 - 8:55 à 8:55

    Bom dia,

    Muito bom esse post deu para esclarecer muitas coisas.

    Gostaria de informações no andamento do julgamento do dissídio em qual status está?

  3. Leonel 28 agosto, 2014 - 8:58 à 8:58

    Seria uma boa propôr para os empresários que se reduzisse a jornada de trabalho para 40h dos trabalhadores que comprovassem estar estudando. Primeiro, para provar para eles que a redução de jornada não significaria uma redução proporcional de produtividade, que é o argumento dos donos de empresa. Aliás, por qualidade de vida, a produtividade tende até mesmo a AUMENTAR. Segundo, pra incentivar os trabalhadores a se qualificarem. Muitos param de estudar por falta de tempo, e a jornada de 44h colabora com isto. Um funcionário com uma formação superior não produz melhor? Caso afirmativo, por que a exigência tamanha de formação superior como requisito pra vagas?

  4. Marcelo 2 setembro, 2014 - 10:58 à 10:58

    Sim, o Post foi legal, mas não convenceram. Ainda acho que poderiam ser menos intransigentes, fechar um acordo 2013/2014 e planejar uma luta por 40h para 2014/2015 que já está chegando. Obrigado.

    • Leonel 3 setembro, 2014 - 8:53 à 8:53

      Eu discordo. Só quem sofre com 44h semanais, e que tem que conciliar com estudo, sabe o que é não ter tempo para absolutamente nada além de trabalhar e estudar. Vida social, nem pensar! Qualidade de vida, nem pensar! Algumas empresas trabalham com 40h semanais mesmo não tendo convenção coletiva direta com o Sindicato. Trabalhar 8 horas e 48 minutos diários é DESUMANO! Coloca-se aí 1 hora de almoço, mais 2 horas para deslocamento (1h pra chegar e 1h pra ir embora em média), vai aí metade de um dia. E quem não quer as 40h são justamente os diretores das GRANDES empresas. E sem ir pro pau não vamos ter 40h jamais!

    • Vieira 4 setembro, 2014 - 11:36 à 11:36

      Marcelo,
      Não adianta… Esta mesma sugestão que fizeste já foi adotada em negociações anteriores, e o resultado é sempre o mesmo. Podes aqui mesmo, em comentários de negociações anteriores que esta postura já foi adotada e sem resultado algum.

      Abraço.

      • Marcelo 16 setembro, 2014 - 11:05 à 11:05

        Não adianta. Notaram que da forma que estão fazendo, estão prejudicando a própria classe trabalhadora, enquanto as empresas, estão fazendo caixa com o nosso dinheiro.
        Faltam dois meses para o próximo dissidio, enquanto isso, os meus atrasados ficam lá. até quando? mais um ano, dois anos?
        Não estou abrindo mão das 40h, só que da forma que está acontecendo, estamos sendo TODOS prejudicados.

        • Vieira 10 outubro, 2014 - 13:22 à 13:22

          De fato,

          Estamos todos sendo prejudicados, nosso dinheiro fica retido, da mesma forma que fica retido quando é aceitado o reajuste mínimo pelo INPC, já que não se ganha o aumento real.

          E pior ainda, quando se aceita o mínimo, perde-se todo o exercício 2013/2014, porém, indo para a justiça e em caso de vitória, deverá ser pago todo o valor retroativo até o início do exercício 2013/2014.

          Também, estou sendo afetado, mas desistir não é a melhor solução.

          Abraço.

  5. wl 10 setembro, 2014 - 7:44 à 7:44

    Srs,

    Vcs não percebem que o prejudicado na historia somos nós mesmos? Trabalhar a mais e ganhar a menos? Aceitem o valor já negociado, para novembro faltam 2 meses e ai comecem a negociar o próximo, a ilusão que vamos trabalhar menos e ganhar mais!… Todo ano se repete, não ganhamos nada e ainda ficamos mais de ano pagando caro em tudo e ganhando menos! O dinheiro tem que vir para nós e não ficarem fazendo caixa com nosso dinheiro. Esse post, bonitinho foi para acalmar nós, que temos contas atrasadas pois não vem nem o mínimo…

    • joao 16 setembro, 2014 - 9:12 à 9:12

      Acho que os grandes prejudicados somos todos nós trabalhadores, mas abrir mão de lutar também não é solução.
      Todo ano postergar negociação em função de um aumento mínimo não é um bom resultado.
      Fácil falar em aceitar quando já se trabalha 40h semanais. Tem que lutar pela redução da carga horária não apenas pela qualidade de vida do trabalhador, mas também pela qualidade do trabalho feito por quem está mais disposto.
      O estado está perdendo profissionais pois as condições não são as mais favoráveis. Hoje se consegue ganhar mais e ter melhor qualidade de vida fora do RS. Temos que mudar este cenário e trazer de volta os bons trabalhadores e pra isto é preciso também um sindicato forte que só existe quando todos puxam para o mesmo lado.

  6. Supervisor 18 setembro, 2014 - 10:55 à 10:55

    Alguma novidade sobre o andamento do dissídio.

    • Claudio 19 setembro, 2014 - 10:19 à 10:19

      “tudo esta parado por aqui, esperando uma palavra
      tudo esta parado diz ai …”

  7. Leonardo 21 setembro, 2014 - 5:08 à 5:08

    15% já. O sindicato tem que continuar firme e forte na luta.
    sem luta não haverá conquista!!

  8. Pedro S. 23 setembro, 2014 - 8:21 à 8:21

    O processo tem uma atualização do dia 10/SET dizendo que foi “Expedido(a) Notificação a(o) destinatário” para “(…) constar o correto nome do suscitado como sendo SINDICATO DAS EMPRESAS DE INFORMÁTICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – SEPRORGS.(…)”. O que isso quer dizer e o que significa para o andamento do nosso processo?

  9. gabriela 23 setembro, 2014 - 13:36 à 13:36

    eu tenho vergonha desse sindicato! fiz faculdade, cuidei de casa de marido e de cachorro durante 6 anos e sempre trabalhando 44hrs semanais… passa ano e vem ano e é sempre a mesma conversa…agora o dissidio de 2014 será a mesma coisa, impasse e justiça de novo… até quando isso? até quando não vou receber R$1,00 de aumento no ano?

  10. Daniel 24 setembro, 2014 - 13:44 à 13:44

    Post bonito… Mas e aí? Demoraram 11 meses pra chegar nisso?

    O Sindppd não tem força pra lidar com os empresários. Acho que o jeito vai ser aderir a um novo sindicato.

    ABS,

  11. João 24 setembro, 2014 - 14:04 à 14:04

    Gostaria que o sindicato nos colocasse a par da situação. Estamos fechando um ano sem dissídio (a empresa que trabalho não antecipou) e a coisa não anda. Sempre que olho o processo, e há movimentação, são que servem para “empurrar” com a barriga como nome das partes errado, data e hora de assembléia incompatível, etc. Quando teremos alguma novidade concreta? Apoio a luta pelas 40h semanais e gostaria de um aumento real, mas o que está sendo feito?

    Aproveito para questionar quanto a campanha 2014? É preciso fazer algo já, visto que dentro de um mês já estamos com nova data base. Mas o que vejo no site são apenas preocupações com o setor público que está em campanha.

    Ficar 24 meses sem reajuste não dá!

  12. wl 25 setembro, 2014 - 13:49 à 13:49

    Eai? zero de novidade!!! tudo parado, sem atualização, sem andamento de processo… Alguém sabe quando é o segundo turno das eleições? Jogo meu “disperdicio” como depois do segundo turno as coisas voltam a caminhar e obviamente sem ganhar nada…

  13. joao 26 setembro, 2014 - 11:07 à 11:07

    Será que agora que acabou a campanha da Procergs os trabalhadores do setor privado terão atenção novamente? Estamos a 1 mês da nossa data base e continuamos parados quanto a negociações do dissídio 2013/2014, e não vendo nenhuma ação sobre o 2014/2015 (que acho já deveria estar em pauta).

  14. Renata 26 setembro, 2014 - 15:09 à 15:09

    Ok… mas já estamos no final de setembro… e aí?

    Vai fazer 2 anos sem reajuste e nada? Um absurdo isso!

    Nem que reajustem pouco, mas alguma coisa pelo menos precisa ser feita. Já virou palhaçada.

    • Vinicius 1 outubro, 2014 - 10:46 à 10:46

      Renata se é pra ajustar pouco então prefiro que fique em tramite na justiça…pelo menos recebemos corrigido o valor depois!

    • Leonardo 2 outubro, 2014 - 10:35 à 10:35

      Melhor tramitar na justiça do que recebermos migalhas dos patrões.
      Sem luta nada se conquista!!!

      • João 3 outubro, 2014 - 9:43 à 9:43

        De que luta esta falando colega?
        Não vejo nenhum tipo de movimento, tudo parado, sem nada proposto ou qualquer coisa…

  15. Lyah 1 outubro, 2014 - 22:08 à 22:08

    É uma vergonha isso, porque os empresários de TI tratam seus funcionários desta forma tão desonrosa, abro o baguete, e estão lá os bonitos se exibindo, falando dos lucros, enquanto seus funcionários sofrem a DOIS ANOS sem um reajuste, isso é muito vergonhoso, sem falar nas 44 horas, de não quererem nem discutir a redução. Eu acho que o sindicato não tem força ou não está sabendo negociar, pois trabalhei para outros sindicatos, e todo ano na database eu recebia um aumento justo e trabalha minhas 40 horas, mas neste, é sempre a mesma novela, todo ano. Uma coisa que ia resolver era conclamar uma greve, pararmos para mostrar nosso poder, porque o sindicato não incita esta alternativa aos trabalhadores? Já que não conseguem negociar, tem que mostrar força de alguma forma.

  16. thiago 2 outubro, 2014 - 17:06 à 17:06

    Fico me perguntando se, caso saia um acordo para redução da CH e/ou o aumento real (mesmo que 1% como ano passado) os que ficam aqui reclamando vão abdicar desse direito conquistado e continuar a sua jornada de 44h e se contentar somente com o reajuste do INPC que tanto querem.

  17. Renata 6 outubro, 2014 - 16:03 à 16:03

    E aí, SINDPPD? Nenhuma notícia nova??

  18. Joana 6 outubro, 2014 - 16:51 à 16:51

    Prezados, por favor, poderiam publicar notícias atualizadas sobre o acordo?

  19. Vanessa 7 outubro, 2014 - 11:24 à 11:24

    Aquele pots não me diz muita coisa, só enrolação!! A única coisa que eu sei é que entrei e sai de um empresa e não vi a cor do reajuste. Que sindicato é esse que fica mais de ano sem uma resposta positiva. Já estamos quase em novembro novamente e nada.
    NENHUMA ação que torne o resultado real, que vergonha isso. Parece que é só os outros sindicatos que funcionam.

  20. John 7 outubro, 2014 - 14:45 à 14:45

    Essa é a ultima notícia sobre o dissídio?

    Parou tudo com as eleições?

    Só depois do segundo turno que vai andar?

    • João 9 outubro, 2014 - 9:02 à 9:02

      Depois que começou a campanha eleitoral, atenção toda voltada para as eleições e dissídio das empresas públicas. O setor privado, que já possui as dificuldades normais de mobilização, ainda é deixado de lado nestes momentos. Ao invés de correr atrás de votos, já deveriam estar negociando o dissídio 2014/2015.

  21. wl 8 outubro, 2014 - 9:56 à 9:56

    Parece não Vanessa, esse não funciona. Todo ano é assim!

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