SETOR PRIVADO – LINX quer suspender vales alimentação dos trabalhadores devido à crise da pandemia do Coronavírus

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Em entrevista ao site Neofeed na 6ª feira passada (3/04), CEO da LINX disse que, neste momento, empresa tem caixa para aguentar mais de um ano de operação, mesmo que não tenha receita nenhuma. Enquanto a LINX está bem financeiramente, para a maioria dos trabalhadores no Rio Grande do Sul o corte dos benefícios reduz ganhos entre 20% e 30%.

 

A empresa de sistemas para varejo LINX encaminhou, de forma UNILATERAL, um aditivo aos contratos de trabalho que prevê a suspensão do pagamento dos vales alimentação e refeição para todos os seus trabalhadores no Rio de Grande do Sul. A ajuda alimentação de R$ 484,00 está garantida em cláusula da CCT (Convenção Coletiva) da categoria aqui no estado. Já o outro vale é de R$ 130,00 e, embora a concessão deste benefício seja feita por fora da CCT, não pode ser suspenso por uma simples decisão da empresa porque já é direito adquirido dos trabalhadores.

Já informamos à empresa que este corte dos benefícios é ilegal, pois descumpre a Convenção Coletiva e as leis trabalhistas. A empresa fez acordo sobre esta medida com São Paulo e outros estados, no entanto, aqui no Rio Grande do Sul, o Sindppd/RS se negou a assinar. Afinal, os cerca de 500 funcionários da LINX prosseguem trabalhando de forma remota (home office), cumprindo com os seus contratos de trabalho, e precisam se alimentar. Além disso, não temos notícia de que a empresa dividiria os custos com energia elétrica, internet etc. que os trabalhadores estão tendo em suas casas.

Praticamente a metade dos trabalhadores da LINX no RS recebem até R$ 3 mil. A suspensão do pagamento dos dois benefícios representa uma perda de 20% a 30% nos ganhos de cerca de 300 trabalhadores.

O Sindppd/RS já informou para a empresa que está disposto a negociar, mas em melhores condições, pois os trabalhadores continuam a produzir, trabalhando em home office e com aumento de gastos. E o mais importante: não são salários altos, em sua grande maioria, permitindo que as pessoas possam abrir mão de 20 a 30% dos seus ganhos.

 

 

Cortes da LINX penalizam trabalhadores da TI quando mais precisam de proteção e de segurança

A decisão da LINX não se justifica neste momento em que a população mundial e brasileira enfrenta uma grave crise de saúde, pois a empresa conta com uma boa reserva financeira – o caixa líquido está estimado em R$ 560 milhões. Em entrevista ao site NeoFeed na 6ª feira passada (3/04), Alberto Menache, CEO da LINX, disse que, neste momento, a empresa tem caixa para aguentar mais de um ano de operação, mesmo que não tenha receita nenhuma. No entanto, ele emendou que esse não deve ser o caso, pois 80% do faturamento da empresa é proveniente de recursos recorrentes. Em 2019, isso significou recursos de R$ 762 milhões à companhia.

O corte dos benefícios, que para os trabalhadores impacta em perdas de 20% a 30%, representa uma redução em torno de 10% nos gastos com a folha de pagamento da empresa.

O próprio diretor ainda afirmou que neste período de home office, nenhuma operação foi afetada. “Com todos trabalhando de casa, acabamos tendo uma produtividade igual ou maior do que quando estávamos no escritório”, disse Menache ao site.

Parece que a LINX quer jogar nas costas dos trabalhadores a queda de seus lucros. O Sindppd/RS enviou uma proposta de acordo bem menos lesiva aos trabalhadores para avaliação da diretoria da empresa e aguardamos resposta imediatamente. O sindicato não concorda com esta decisão unilateral da LINX e, se a empresa insistir em continuar com estes cortes, iremos levar a questão aos órgãos competentes.

 

Colegas da LINX e demais trabalhadores do setor privado de TI: vocês não estão sozinhos. Não assinem acordos individuais que os prejudiquem, procurem o Sindppd/RS pelo e-mail secretariageral@sindppd-rs.org.br

 

 

Sindppd/RS

 

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1 comentário

  1. João 14 abril, 2020 - 21:09 à 21:09

    Mensalmente a Linx esfrega na cara de nós funcionários que esbanja dinheiro.

    Anualmente são no mínimo 5 aquisições de outras empresas.

    Temos gestores que parecem estar tirando do bolso deles os aumentos, horas extras e benefícios.

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