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Setor Privado: campanha salarial forte é a que tem participação dos trabalhadores

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Na TI do RS, só conseguiremos ter a data-base respeitada e ganhos se os trabalhadores se unirem e participarem das assembleias e das atividades organizadas pelo Sindppd/RS.

 

 

 

Colegas do Setor Privado,

a campanha salarial, que iniciou em 1º de Novembro de 2016, apenas foi fechada agora em Maio/2017. Enfrentamos dois meses (Novembro e Dezembro) de tentativas infrutíferas de negociação e todo o tipo de enrolação por parte dos empresários e do SEPRORGS (sindicato patronal). Mas neste ano, resolvemos buscar mais cedo a mediação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Após muitas idas e vindas, pois os empresários se esconderam literalmente do TRT por quase dois meses, conseguimos em Março chegar à mediação no Tribunal. Somente após a audiência é que começamos a ter negociação de verdade. Na primeira mesa, o SEPRORGS propôs reajustar os salários e benefícios abaixo do INPC, uma proposta recusada de cara pelo sindicato e que sequer foi registrada em ata. Já na mesa seguinte, apareceu a proposta de INPC integral, mas pagava apenas 70% dos valores retroativos à data-base. A categoria, em importante assembleia, rejeitou essa oferta.

Numa segunda proposta, o SEPRORGS voltou a oferecer o INPC, mas garantindo 90% dos retroativos (parcelados em até 4x) e aumentando o vale alimentação um pouco mais, para R$ 19,00. Esta última foi aceita pela assembleia dos trabalhadores em 26 de Maio, encerrando assim a campanha salarial.

 

 

O que avançou, o que ainda precisa avançar e o momento difícil para todas as categorias

 

Este acordo fechado no setor privado de TI não destoou da maioria das campanhas salariais no RS. Levantamento do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que dos 102 acordos fechados em 2016, 62 foram com o índice do INPC e outros 17 nem conseguiram recuperar as perdas com a inflação. Do total dos acordos fechados, 20 foram parcelados – sendo que desses, 5 receberam abono.

A Campanha Salarial 2016/2017 (oficialmente chamada de 2015/2017) também não ficou longe da TI no restante do país. Em São Paulo, que é o principal polo econômico e da TI no Brasil, os sindicatos fecharam em Março/2017 acordo pela inflação também (lá é IPCA, medido em 6,29% na data-base 1º de Janeiro) e um abono de 10% do salário a ser pago agora em Agosto. O vale-refeição ficou no valor mínimo de R$ 17,50.  Em Santa Catarina, aqui do nosso lado, os trabalhadores conseguiram repor as perdas salariais pelo INPC (9,55%) em 2x e sem os retroativos à data-base 1º de Agosto de 2016. O acordo catarinense foi encerrado recentemente em Abril.

Mesmo no setor público, em 2016 tivemos muitas dificuldades. A PROCERGS, depois de muitos anos, acabou fechando acordo apenas repondo METADE da inflação – e a outra metade será negociada neste ano. Na PROCEMPA, tivemos o IPCA integral, mas a empresa não aceitou pagar parte dos retroativos. Existem outros exemplos de categorias que passaram por essa situação.

A retração na economia do país foi sentida pelos trabalhadores de todo o país, inclusive na TI. Os mais de 14 milhões de desempregados e as crises política e econômica também fizeram parte do pano de fundo das campanhas salariais. As empresas se aproveitaram dessa situação de forma geral, o que refletiu em muitas dificuldades para mobilizar as categorias e vencer a intransigência dos empresários e dos governos. O resultado foi acordos que estão bastante aquém das nossas necessidades.

 

 

 

Para 2017, a única certeza que temos é de que com a participação dos trabalhadores, seremos mais fortes!

 

A pesquisa do DIEESE mostra ainda uma tendência um pouco melhor no início deste ano. Neste primeiro semestre, até o momento 22 acordos foram fechados, sendo 14 acima do INPC. Quatro foram abaixo do índice e outros 4 pelo INPC. Das campanhas salariais encerradas, apenas uma teve a reposição inflacionária parcelada em 2x.

Ficar enrolando sem apresentar propostas tem sido a principal tática usada pelo SEPRORGS nas últimas campanhas salariais para rebaixar os nossos ganhos. Independente da situação econômica do país, a entidade patronal arrasta a campanha para além da data-base, acumulando os valores devidos aos trabalhadores para se utilizar disso como desculpa para “não conseguir pagar”. Assim, barganha parcelamentos e, até mesmo, não repassa tudo o que deve à categoria.

Embora as primeiras campanhas salariais deste ano indiquem avanços, na TI do RS só conseguiremos ter a data-base respeitada e ganhos se os trabalhadores se unirem e participarem das assembleias e das atividades organizadas pelo Sindppd/RS. Temos ainda o grande desafio de não deixar passar as reformas Trabalhista e da Previdência, que configuram uma brutal perda de direitos.

Participação e presença virtual é importante, colegas da TI. Mas não substitui, de longe, os trabalhadores organizados nas ruas e na frente das empresas, os trabalhadores na luta REAL!

 

À luta, colegas da TI. Sugestões para a campanha salarial ou para mobilizar desde já o SETOR PRIVADO contra as reformas, entrem em contato com o sindicato pelo email secretariageral@sindppd-rs.org.br

 

# Não às reformas Trabalhista e da Previdência!
# Não às terceirizações!
# Por avanços salariais e nas condições de trabalho!

 

Sindppd/RS

 

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13 Comentários

  1. node js 7 junho, 2017 - 9:31 à 9:31

    Aproveito para dar uma sugestão ao Sindppd. Criar um sistema onde podemos votar ONLINE nas propostas do seprogrs. Às vezes fica MUITO COMPLICADO comparecer na sede do sindicato para votar. E pelo pequeno número de pessoas que comparecem, parece que as decisões são tomadas por meia dúzia de colegas que podem comparecer à sede.

    considero isso uma PRIORIDADE do sindicato. Oferecer votação ONLINE.

    obrigado.

    • Amanda 7 junho, 2017 - 14:19 à 14:19

      Ótima ideia!

    • Analista consciente 7 junho, 2017 - 20:36 à 20:36

      Não concordo, apesar de ser muito mais prático, tem que ser discutido e esclarecido todas as dúvidas.
      Não é apenas votar sim ou não, tem que chegarmos a decisão em comum acordo e para isso ser as assembléias presenciais.
      Abraço.

    • Anselmo 8 junho, 2017 - 9:45 à 9:45

      Já repararam que alguém sempre dá essa ideia nos comentários e eles nunca respondem se é viável ou não e o porque? Começo a achar que é do interesse do sindicato dificultar as votações de pautas importantes para a categoria.

    • Rafael 12 junho, 2017 - 19:23 à 19:23

      Concordo, sempre peço para fazerem assembleias online, pois moro no interior do estado e não posso comparecer pessoalmente. Assim como eu, vários colegas também não conseguem comparecer. Mas como sempre, descaso do nosso sindicato que sequer respondem nossa solicitação.

  2. Fernando 7 junho, 2017 - 10:27 à 10:27

    Concordo,
    Vamos solicitar a redação final do CCT2016/2017 , assinatura e registro urgente.
    Iniciar nossa campanha 2017/2018 para fechamento em 11/2017.

  3. Amanda 7 junho, 2017 - 13:33 à 13:33

    E a homologação?! Vão enrolar mais quanto tempo? Até virar a folha de pagamento de novo?

  4. Dilermando 8 junho, 2017 - 10:10 à 10:10

    “Temos ainda o grande desafio de não deixar passar as reformas Trabalhista e da Previdência, que configuram uma brutal perda de direitos.” Sempre essa conversa fiada, mas sem apontar de fato quais direitos o trabalhador perderá. Já li na íntegra a proposta e discordo totalmente do que foi dito. Se a reforma passar, não contem com minha contribuição sindical. Forte abraço!

  5. Wellington Dias 11 junho, 2017 - 3:51 à 3:51

    Já podem começar com a campanha 2017/2018?
    Assim, talvez, receberemos nosso dissídio quando supostamente deve ser!!

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