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Privado 2019/2020: 4ª mesa sem avanços. Retomada da negociação fica para Janeiro

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Colegas da TI do setor privado,

Representantes do SEPRORGS (sindicato patronal) e do Sindppd/RS realizaram a 3ª mesa de negociação da Campanha Salarial 2019/2020 nessa 4ª feira (18/12) à tarde, na sede do nosso sindicato em Porto Alegre (RS). A postura da patronal é de quase nenhum avanço em relação à mesa passada.

 

CLIQUE AQUI para acessar a ata da mesa de negociação

 

O SEPRORGS manteve a possibilidade de repor a inflação nos salários (INPC medido em 2,55%) e no auxílio alimentação – com a possibilidade de aumento real, mas muito pequena e distante do nosso pedido de R$ 25,00. Também existe possibilidade de ampliação da idade das crianças, para 6 anos, no auxílio creche.

No entanto, o SEPRORGS insiste no atendimento de temas da pauta patronal, que mexe em 12 itens importantes da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). O Sindppd/RS levantou a possibilidade de reduzir um pouco o adicional noturno, no sentido de dialogar com um tema da pauta empresarial e conseguir avançar em outras reivindicações para o conjunto da categoria, mas o SEPRORGS mantém sua proposta original de diminuir para 30%, e nestas condições o sindicato disse que não tem acordo. Relembre AQUI a pauta da patronal

Além disso, a entidade dos empresários também prossegue sem apresentar avanços em outras duas pautas importantes do Sindppd/RS, que inclusive já estão sendo adotadas por algumas empresas de TI do Setor Privado: estender a licença-paternidade para 20 dias (o previsto, atualmente, é de 5 dias) e a redução da de jornada de trabalho para 40h semanais.

Devido aos feriados de final de ano e à posse da nova gestão do SEPRORGS no início do ano que vem, que irá realizar também uma assembleia com os seus associados, a próxima mesa de negociação acontecerá em 23 de Janeiro, às 16h, no sindicato patronal.

 

 

Proposta do SEPRORGS é de pouco avanço e representa perda para os trabalhadores da TI

A postura do SEPRORGS, colegas da TI, permanece a de querer nos tirar mais do que nos oferece em troca. A reposição da inflação nos salários e nos benefícios é importante, mas sai bem mais barato para os empresários do que os direitos da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que querem nos tirar.

Não devemos nos precipitar. A Convenção Coletiva é o que temos de mais importante e nos dá garantias, ainda mais neste momento de forte e agressiva tentativa de retirada de direitos por parte dos governos e dos empresários.

Estamos analisando uma data para realizar uma assembleia geral da categoria, que será provavelmente na segunda semana de Janeiro.

O sindicato permanecerá firme na defesa dos nossos direitos. À luta!

 

Sindppd/RS

 

sindppd

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10 Comentários

  1. Ricardo Medeiros 19 dezembro, 2019 - 14:44 à 14:44

    É gratificante saber que pelo menos uma entidade se preocupa em manter os direitos dos trabalhadores, pois todo o resto só pensa em tirar, tirar e encher seus próprios bolsos de dinheiro.
    Uma eterna vergonha.

  2. João 20 dezembro, 2019 - 14:32 à 14:32

    Não tem motivo pra acelerar ou fazer acordo com perdas. A inflação ficou muito baixa e o ganho é mínimo. Se ainda vamos perder direitos, fica pior ainda.

    • Carlos 3 janeiro, 2020 - 13:30 à 13:30

      Sou filho de presidente de sindicato na área portuária (por mais de 16 anos) e achei você muito ingênuo. Na hora de “negociar” com patrão, ou você perde direitos e ganha dinheiro ou mantém os direitos e não ganha dinheiro.

      Muito ingênuo achar que conseguem negociar em pé de igualdade.

  3. rafael 27 dezembro, 2019 - 9:20 à 9:20

    Pra variar, sempre empurrando com a barriga a coisa. As empresas faturam muito em cima do funcionario, o aumento salarial tem que ser muito considerável.

  4. Marcelo 28 dezembro, 2019 - 19:41 à 19:41

    A reposição pela inflação é muito baixa. Mesmo pagando na integralidade, praticamente não interfere em nada na vida do trabalhador. Indiferente da base salarial (Baixa, média ou alta). Com isso creio que faz mais sentido, não aceitar nenhuma perda indiferente do tempo que isso leve.

  5. robertio 7 janeiro, 2020 - 15:49 à 15:49

    Boa tarde,
    trabalho em horário noturno e NÂO aceito que seja reduzido meu adicional noturno, em hipótese alguma. Já basta tamanha exploração e ainda mais? Nem pensar. Nem que tenha que entrar na justiça para proteger meus direitos adquiridos. Por favor sindicato, não coloque em pauta isso.

  6. Felipe 10 janeiro, 2020 - 12:45 à 12:45

    Boa tarde,
    Como que fica agora o cálculo do INPC para a campanha já que fechou hoje em 4.48% o acumulado de 2019 e na proposta do sindppd está em 2.55%?

    • sindppd 10 janeiro, 2020 - 13:02 à 13:02

      Felipe,

      a data-base do setor privado é 1º de Novembro, então para reposição da inflação será sempre os 2,55%, independente de quanto dá nos outros meses. JUSTAMENTE porque sabemos que a inflação é mais alta do que os índices oficiais, como o INPC, é que sempre pedimos também AUMENTO REAL, a fim de valorizar mais os ganhos dos trabalhadores. Nesta campanha, reivindicamos 3% de aumento real >> http://www.sindppd-rs.org.br/setor-privado-pauta-de-reivindicacoes-da-campanha-salarial-20192020/

      O impasse é SEMPRE os empresários (SEPRORGS), que mal querem dar a inflação. Mas seguimos na luta!

      Att. Sindppd/RS

  7. Ricardo 14 janeiro, 2020 - 16:44 à 16:44

    Já não estaria na hora de solicitar a justiça do trabalho a mediação desta negociação?

  8. Roberto 20 janeiro, 2020 - 14:07 à 14:07

    Pessoal do Sindppd, boa tarde.Por gentileza, não alterem o adicional noturno sem que seja feita uma assembléia com os interessados que trabalham noite/madrugada. Somos nós os prejudicados, não o pessoal que trabalha no horário comercial e não afeta em nada seus rendimentos. Para eles é fácil aceitar uma redução no adicional. Para nós é um golpe profundo na jornada. Não aceitem nenhuma redução no nosso direito adquirido.

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