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Privado: SEPRORGS quer impor um duro retrocesso de direitos. Não podemos aceitar!

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Colegas do SETOR PRIVADO de TI,

 

nessa segunda-feira (14/05) à tarde, ocorreu mais uma mesa de negociação entre os representantes do Sindppd/RS e do SEPRORGS (sindicato patronal) na sede do sindicato dos trabalhadores, em Porto Alegre. A entidade patronal comunicou que a assembleia de seus empresários associados, realizada em 7 de Maio, REJEITOU todas as alternativas e suposições feitas pelo Sindppd/RS na mesa anterior, em 23 de Abril.

 

CLIQUE AQUI para ver a ata da negociação de ontem

 

A intransigência dos empresários do SEPRORGS segue forte. A diferença é que o INPC da nossa data-base 2017/2018 fechou num índice baixo, em 1,83%, representando pouco impacto econômico para as empresas. Esses empresários, que mal repõem as perdas com inflação nos ganhos de seus trabalhadores, querem se utilizar do INPC baixo e das alterações trazidas pela Reforma Trabalhista para tirar direitos nossos, os quais são empecilho para que eles tenham lucros ainda maiores: as cláusulas 74 (ultratividade) e 42 (banco de horas).

 

 

Que impactos teriam a perda desses direitos?

 

CLÁUSULA 74 (ULTRATIVIDADE): SEPRORGS quer EXCLUIR esta cláusula, que mantém a validade da Convenção Coletiva (CCT) da campanha salarial anterior até o fechamento de uma nova, independente de quanto tempo levar.

Esta cláusula é IMPORTANTÍSSIMA para nós trabalhadores, pois é por meio dela que conseguimos, todos esses anos, fincar pé contra as investidas do patronal em retirar nossos direitos e não querer pagar nossos reajustes. Se não tivéssemos essa cláusula, por exemplo agora todos os direitos que constam em nossa CCT não estariam mais em vigor, já que passamos 6 meses da nossa data-base (1º de Novembro de 2017) sem assinar um novo acordo. Estaríamos numa condição bem mais frágil, o que acarretaria certamente em desespero dos colegas para fechar, de uma vez, a campanha salarial, inclusive com reajustes inferiores à própria reposição da inflação, como já aconteceu em campanhas salariais anteriores. Repor a inflação é o MÍNIMO que deveríamos receber!

 

CLÁUSULA 42 (BANCO DE HORAS): SEPRORGS quer alterar cláusula conforme a Reforma Trabalhista, que permitiu que as empresas acordem o Banco de Horas diretamente com os trabalhadores. Acordos diretos entre patrão e empregado, na grande maioria dos casos, resultam em salários mais baixos, perda nos ganhos e em más condições de trabalho dos trabalhadores. É juntos e organizados, de forma COLETIVA, que os trabalhadores sempre tiveram avanços em seus direitos!

Por isso que a cláusula 42 é uma conquista da nossa categoria: ela exige que os bancos de horas devam ser homologados pelas empresas junto ao sindicato. O Sindppd/RS é combativo e atua no sentido de não legalizar acordos que sejam danosos aos trabalhadores, sendo um “problema” para as empresas de TI que pretendem se utilizar dos bancos apenas para retirar ainda mais dinheiro ou para não pagar horas trabalhadas dos empregados.

Além disso, se o acordo do banco de horas ocorrer fora do sindicato, os trabalhadores não poderão reclamar, na Justiça, o descumprimento dele, o não pagamento de horas extras etc. Ou seja, é uma alteração para sugar mais do trabalhador, sem dar nada em troca.

 

 

Campanha Salarial 2017/2018 é de RESISTÊNCIA

O SEPRORGS quer nos enrolar para pagar apenas o INPC (1,83%), que para os empresários é uma MIXARIA perante os lucros que obtêm e os salários que pagam aos trabalhadores, em troca de tirar nossos DIREITOS. E a história da vida já nos mostrou que DIREITO perdido, dificilmente será recuperado.

Em NENHUM momento desta Campanha Salarial o patronal aceitou dar AUMENTO REAL, que é um reajuste salarial e dos benefícios mais alto que o índice da inflação. Afinal, já que o INPC está tão baixo, poderiam aproveitar para negociar um AUMENTO REAL, que há anos o SEPRORGS se nega a conceder. A última vez que os trabalhadores de TI e o Sindppd/RS conquistaram AUMENTO REAL foi na Campanha Salarial de 2011/2013: apenas 1% e, ainda, por meio de dissídio na Justiça do Trabalho!

O Sindppd/RS NÃO ABRIRÁ MÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES. Negociação pressupõe avanços para ambas as partes, mas até agora o SEPRORGS só quis tirar nossos direitos e talvez nos pagar o INPC, que significa apenas receber de volta o que a inflação corroeu de nossos ganhos.

Uma próxima reunião de negociação entre SEPRORGS e Sindppd/RS foi marcada para 4 de Junho, às 15h, na sede do SEPRORGS.

 

Colegas, fiquem atentos aos nossos chamados! Participem das atividades e das assembleias do sindicato! A hora para defender nossos direitos é AGORA!

 

 
Sindppd/RS

 

sindppd

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20 Comentários

  1. Graziele 15 maio, 2018 - 16:41 à 16:41

    Eu li e entendi tudo, mas fico me questionando porque o Sindppd ainda nao entrou com uma ação, como fez nos outros anos.. pq esta demorando tanto para tomar as medidas judiciais cabíveis?? Eles nao vao aceitar nada, até que sejam forçados, nao entenderam ainda? Fazer reuniões mensais nao trará nosso dissídio. E vcs sabem muito bem que se nós do setor privado paralisarmos nossas atividades, tem uma fila de desempregados gigante pronta pra assumir nossa vaga.. não temos essa vantagem como os servidores publicos, nesse caso cabe ao sindicato lutar ao nosso lado para garantir isso!

  2. TI 15 maio, 2018 - 16:55 à 16:55

    Prezados,

    Tendo em vista que já passou mais de 6 meses que não se consegue através do dialogo, algum avanço, qual a probabilidade de se tentar na justiça novamente?

    O Seprorgs não quer perder um tostão, preferem manter sua sede e seus ganhos lindos enquanto os trabalhadores pagam o pato, esse sindicato é uma piada onde nunca quer negociar e sim empurrar suas vontades que acabamos aceitando por não ter opção.

    #FORA_SEPRORGS

  3. Guilherme 15 maio, 2018 - 17:03 à 17:03

    Vão esperar mais 5 mesas de negociação sem nenhum resultado para acionar a justiça?

    Perante um sindicato que não se mostra irredutível e confiante em defender o trabalhador qualquer um enrola, dizem que tem reunião mas nos últimos meses foi tudo uma enrolação ainda pra ajudar marcam para início do outro mês uma mesa de negociação. Eu não apoio esse sindicato sem vontade.

    PALHAÇADA

  4. João 16 maio, 2018 - 8:06 à 8:06

    O que estão esperando para colocar na justiça do trabalho…. e lá se vai para JUNHO e NADA !!!

  5. Edison 16 maio, 2018 - 8:26 à 8:26

    olá!

    Porque a demora para encaminhar via Justiça?
    Minha esposa trabalha nos correios, isso não dá nem um mês já está sendo julgado e decidido….

  6. SR BURNS 16 maio, 2018 - 10:27 à 10:27

    Conta não fecha

  7. Roberto de Souza 16 maio, 2018 - 10:48 à 10:48

    Bom dia,
    Porque a Sindppd/RS ainda não entrou com ação na Justiça do Trabalho, quanto tempo mais deixaram o SEPRORGS nos enrolar…. a próxima reunião esta agendada para 4 de Junho, daqui a pouco a próxima data-base 2018/2019 esta ai, e ainda nem temos previsão da data-base 2017/2018.

  8. João 16 maio, 2018 - 10:50 à 10:50

    E lá vamos nós para mais um mês sem definição …

  9. João 16 maio, 2018 - 10:53 à 10:53

    Vou dar uma sugestão: Tiramos uma das cláusulas que eles querem e incluímos uma que obrigue as empresas a pagar o INPC a partir da data base independente da data de fechamento da campanha salarial. Assim pelo menos a correção dos salários já ganhamos a partir da data certa sem ter que esperar essa lenga lenga. Acho que fica de bom tamanho para os dois lados.

  10. Pedro 16 maio, 2018 - 11:29 à 11:29

    “Repor a inflação é o MÍNIMO que deveríamos receber!” Sim é o mínimo mesmo, mas nem o mínimo na data certa nós recebemos. Aí fica difícil.
    Todo ano recebemos com meses depois, sem ter uma data certa…
    Agora se recebermos essa campanha 2017/2018 só em Agosto, sindicato já tem que ficar em cima dos empresários já em Setembro pra cobrar já a campanha do ano seguinte!!
    Agora a gente recebe atrasado e o sindicato parece que “relaxa” só porque recebemos o dissídio!! Mas não, recebemos o que deveríamos ter recebido em NOVEMBRO, como sempre deve ser!!

  11. Jones 16 maio, 2018 - 12:03 à 12:03

    Concordo em número, gênero e grau com o sindicato. Vejo que o SindPPD quer (na real), é o pagamento do INPC. O Seprorgs faz chantagem aceitando conceder o reajuste (que não é opcional, é DIREITO do trabalhador), apenas se algumas cláusulas forem removidas da CCT.

    É uma tremenda sacanagem que o Seprorgs faça isso com a classe da TI. Para dar migalhas, querem literalmente cravar a faca em direitos básicos da classe trabalhadora.

    Defendo (caso seja possível), que o SindPPD procure a intervenção da Justiça no caso, pois o Seprorgs não pode mais continuar com essa chantagem deliberada.

    Não está havendo negociação coletiva. O que há é a imposição completa do Seprorgs.

  12. patriciaalmeida 16 maio, 2018 - 13:48 à 13:48

    Tá demais, concordo com o João.. é o mínimo de direitos que é o INPC,
    e outra nem 1 % conseguimos de ganho real em todas campanhas e o sindicato
    insisti em pedir . Ta demais tb

  13. LIZ 16 maio, 2018 - 14:20 à 14:20

    Belo trabalho do sindicato, lutando e resistindo,mas por favor gente que JUSTIÇA, não existe neste País.
    Lamentável, vivemos dias sinistros, mas é o que nos resta. Saudade de anos atrás quando se enfrentava mesmo.

  14. Programador 17 maio, 2018 - 15:52 à 15:52

    O sindicato deve entrar na justiça o quanto antes! E depois disso temos que esperar…mesmo que demore uns 5 anos! Não podemos aceitar nenhuma das condições do seprorgs, porque se aceitar não tem mais volta!

  15. Alex 17 maio, 2018 - 16:57 à 16:57

    Até 2030 sai o acordo, e quem aposta que vai ser justamente o que o patronal quis desde o inicio? Só aguardem… Alem do mais, é o sindicato patronal que manda, patronal não quer, acordo não sai, e assim vai indo mes a mes.

  16. Cesar 18 maio, 2018 - 14:31 à 14:31

    Boa tarde
    Galera NÃO podemos aceitar menos de 5% de reajuste salarial.
    As empresas vão vir com o papo de que há crise e a inflação está em 4%, isso tudo é mentira, Temer está camuflando a inflação e as empresas estão se aproveitando disso para não dar aumento considerável.
    Sindicato entre logo com ação na justiça, só assim para ganhar algo favorável.

  17. Elis 21 maio, 2018 - 9:10 à 9:10

    Como nosso INPC deu 1,83% e os das outras categorias deu 3,99%, não entendi achei que o índice INPC era nacionalmente igual, então não fecha a conta, se os outros SERPRO e a DATAPREV deram de INPC 3,99% não entendi nada da negociação de reajuste por INPC!

    • sindppd 21 maio, 2018 - 11:31 à 11:31

      Porque as datas-base são diferentes, e o acumulado do INPC é medido conforme o mês em que fecha a data-base, Elis. A do setor privado sempre fecha nos meses de NOVEMBRO (1,83% foi o INPC da data-base Novembro 2017, referente à inflação oficial acumulada de Novembro/2016 a Outubro/2017). As datas-base do SERPRO e da DATAPREV fecham nos meses de MAIO (3,99% foi o INPC da data-base Maio 2017, referente à inflação oficial acumulada de Maio/2016 a Abril/2017).

      Att. Sindppd/RS

  18. Tanise 23 maio, 2018 - 17:52 à 17:52

    O sindicato além de não conseguir o Dissídio, quando a empresa decide pagar PLR o SINDICATO vai lá e indefere, POR FAVO, não ajuda, mas também não atrapalha. Seis meses e nada!

  19. Carine 24 maio, 2018 - 14:41 à 14:41

    Porque a demora para encaminhar via Justiça? Vi que vários estão questionando isso e nenhuma resposta foi dada.

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