SERPRO e DATAPREV – A quem interessa o desmonte das empresas estatais e dos serviços públicos?

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Mais uma vez a população está à mercê de uma enxurrada de notícias de que se faz necessário para o “bem” do país reduzir o Estado. Para isso, o Governo atual, volta a demonizar e encontrar um culpado: O servidor e empregado público.

Já vimos isso no passado, aliás no mundo, o movimento hoje é inverso, reestatizar serviços típicos de Estado para atender a população, tendo em vista que a privatização não trouxe melhorias nos serviços para a população, ao contrário, os preços aumentaram e a qualidade diminuiu.  E mesmo na contramão desse movimento, o Brasil segue na sanha das privatizações e o desmonte do país vai se dando em detrimento das funções públicas e da soberania nacional.

Remeter ao servidor público e aos trabalhadores das estatais a responsabilidade da crise econômica é maquiar a verdade e tentar jogar a população contra quem lhe presta os serviços.

Nesta pandemia e crise sanitária, a população percebeu a importância do serviço público para atender as demandas. Se não fosse o Serviço Público, nossa tragédia seria muito pior. A Caixa Econômica, fazendo cadastramento e pagamentos do auxílio emergencial em tempo recorde e a Dataprev, empresa pública de TI, desenvolvendo as soluções para a execução das políticas públicas necessárias. Serpro e receita federal, no processamento de milhões de informações, com a garantia da confidencialidade, integridade e disponibilidade. Ao mesmo tempo, vimos o gigante SUS atendendo a população e os cientistas desenvolvendo a vacina contra a COVID. Esses são apenas alguns exemplos do papel do Estado para a população brasileira.

Por isso, é fundamental a luta contra o desmonte e a defesa do Serviço Público. O que dizer das prioridades de um Governo quando no meio de uma pandemia, onde o país precisa urgente de vacinas, o Governo gasta bilhões em “compra de votos” de parlamentares na eleição da Câmara?

Na contramão do mundo, como já mencionamos, o Governo Brasileiro encaminhou para a privatizar as maiores empresas de Tecnologia da Informação pública da América Latina.

Mas o que a cidadã e o cidadão tem a ver com isso?  Os dados, todos os dados pessoais, dados das empresas e do próprio Governo, serão oferecidos ao mercado privado nacional e internacional.

A luta em defesa do país segue entre os trabalhadores contra o Governo entreguista.

Privatizar é jogar na mão dos interesses das grandes empresas privadas o que é obrigação do Estado e que o faz, visando o interesse público e não, o lucro. Contudo, ainda assim, importante mencionar que as duas empresas não são deficitárias, ao contrário, são lucrativas e premiadas por sua excelência.

Privatizar é retomar os “cabides de emprego” e a troca de favores políticos por cargos.

Privatizar é transferir para a iniciativa privada uma imensa quantidade de dados pessoais de todos os cidadãos, incluindo dados sensíveis à luz da Lei Geral de Proteção de Dados, sem qualquer tipo de debate democrático sobre os riscos envolvidos para as liberdades civis e os direitos fundamentais dos titulares dos dados. Privatizar coloca em risco sistemas estruturantes para o funcionamento de nosso país. Coloca em risco nossa cidadania, nossa democracia e nossa soberania. Privatizar faz mal ao Brasil!

 

 

Sindppd/RS e Sindpd/SC/ FNI, Fenadados e sindicatos filiados

*Texto retirado do BLOG da FNI

 

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