SERPRO – ALERTA: SERPRO em processo de desmonte e com risco de privatização. É necessário e possível resistir!

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Desde a posse da nova diretoria do SERPRO aconteceu apenas uma videoconferência para o corpo funcional, para uma breve apresentação do presidente. E de lá para cá, as notícias que chegam pelos corredores da empresa são as piores possíveis. Contratação de assessores externos, fechamento de Regionais, início de procedimento de terceirização no desenvolvimento de sistemas, contratação de estagiários em grande número com possível desvio de finalidade e, por último, um programa de desligamento de trabalhadores que já não é mais para aposentados e que pode colocar em risco a existência da empresa que conhecemos hoje –  pois fala-se que o objetivo é de centenas de desligamentos, ao mesmo tempo em que não há nenhuma iniciativa de concurso público.

Entre tantas conversas na rádio corredor já há um fato sendo consumado: o fim do contrato, com a Receita Federal, de 300 circuitos dedicados, um serviço prestado com extrema confiabilidade pelo SERPRO, empresa criada pela Receita Federal e que, ainda hoje, tem 60% da sua fonte de recursos advindas da Receita. É extremamente grave que o corpo técnico da empresa não tenha esboçado, até agora, nenhuma reação, e que tenha feito um comunicado responsabilizando os trabalhadores e seus direitos pela situação.

O SERPRO foi quase destruído nos anos 90. O anúncio do plano de desligamentos feito recentemente pelo diretor CURY, que estava na empresa naquele período, assemelha-se muito ao início de um dos piores períodos da vida do SERPRO, com assédio permanente aos trabalhadores, os quais foram empurrados a saírem em PDVs e “viverem o amanhã”. Naquele período, nossos colegas viveram um grande pesadelo, pois esta política levou muitos deles à miséria e alguns, inclusive, ao adoecimento mental grave e até a morte.

Para completar o quadro dramático que vivemos hoje, SERPRO e DATAPREV têm aparecido em várias listas de empresas públicas para PRIVATIZAÇÃO, assim como a ELETROBRAS, CORREIOS, Casa da Moeda e várias outras. Está muito nítido o que o Governo Bolsonaro quer:  destruir o que sobrou do patrimônio público. Desta forma, nosso país vai, aos poucos, perdendo sua soberania e virando refém das grandes empresas nacionais e, especialmente, as transnacionais.

É urgente e necessário organizar a RESISTÊNCIA, assim como fizemos nos anos 90 do século passado. Temos história como empresas públicas, SERPRO e DATAPREV, de altíssima relevância e confiabilidade para a população brasileira. Chamamos a todos os colegas, aos sindicatos, FENADADOS e FEITTINF; precisamos, mais do que nunca, juntar forças  e organizar a resistência política e jurídica junto com a mobilização da categoria.

Sindppd/RS, Sindpd/SC, OLT Serpro/BA e OLTs parceiras da FNI


* Texto retirado do BLOG da FNI

 

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