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Reforma Trabalhista aprovada: organização e resistência será fundamental!

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A Reforma Trabalhista sancionada pelo presidente Michel Temer valerá dentro de 120 dias, a partir de Novembro de 2017, e atinge tanto trabalhadores já empregados quanto os conseguirão emprego.

Frente a essas mudanças, que flexibilizam direitos trabalhistas e fragilizam os trabalhadores ao fazer com que o que hoje é lei passe a ser negociado com as empresas, e ao permitir que vários direitos garantidos passem a ser negociados de forma individual entre trabalhadores e empresários, nossa saída é nos UNIRMOS e nos ORGANIZARMOS cada vez mais!

 

A FORÇA DOS TRABALHADORES DEPENDERÁ DA SUA ORGANIZAÇÃO. E é para isso que serve o Sindppd/RS! À LUTA, COLEGAS DA TI!

 

 

Na quinta-feira (13/07) passada, o presidente Michel Temer sancionou as mais de 100 mudanças na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), aprovadas apenas dois dias antes pelo Senado. Esse conjunto de alterações é a chamada REFORMA TRABALHISTA, que em resumo flexibiliza as leis laborais que estavam em vigência até então no país; INDIVIDUALIZA A NEGOCIAÇÃO por melhores salários e condições de trabalho por trabalhador; enfraquece a ORGANIZAÇÃO COLETIVA dos trabalhadores e os sindicatos; e dificulta muito o acesso dos trabalhadores à Justiça para reivindicar seus direitos caso estejam sendo desrespeitados.

Há muita dúvida de como e com que velocidade essas mudanças serão implementadas pelos empresários – diversas, inclusive, já vinham sendo praticadas à revelia da lei e eram consideradas avanços e ganhos pelos trabalhadores, já que as leis trabalhistas e os Acordos Coletivos garantiam um mínimo de direitos igual para todos. O presidente Temer também prometeu editar uma MP (Medida Provisória) alterando algumas questões que ele tinha negociado com os parlamentares em troca da aprovação da reforma. No entanto, não há nenhuma garantia disso. Clique no link para ver o foi negociado para estar tratar numa possível MP:  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/07/14/internas_economia,609746/reforma-trabalhista-ainda-deve-sofrer-mudancas-antes-de-valer.shtml

 

 

 

As principais alterações da Reforma Trabalhista:

Arte bem sintética do jornal Correio Braziliense mostra os principais direitos alterados e tirados dos trabalhadores com a aprovação da reforma.

 

Alteracoes_reforma trabalhista_Correio Brasiliense

 

 

 

Geração de empregos: a grande falácia da Reforma Trabalhista

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nessa segunda-feira que as alterações na CLT poderão gerar 2 milhões de empregos formais nos próximos 2 anos. Mas qual tipo de emprego? As modalidades de emprego de MEIO PERÍODO (trabalho de jornada parcial e trabalho intermitente), além do home-office.

Nem mesmo a reforma entrou efetivamente em vigor, e o Governo Temer já começou a verbalizar o que vínhamos avisando: de que a reforma, na prática, não irá gerar mais empregos e, ainda, precarizará os postos de trabalho e empobrecerá os trabalhadores. Afinal, quem conseguirá sobreviver recebendo um salário correspondente a apenas MEIO TURNO de trabalho? E isso, se a empresa chamar a pessoa para trabalhar, pois o sobreaviso não será mais pago, que é o caso do trabalho intermitente.

Um empresário não emprega porque ele quer, mas quando ele tem demanda e, assim, precisa contratar mais trabalhadores para produzir mais. Se a demanda está retraída, ele irá demitir, independente da reforma ou não. As possibilidades que a Reforma Trabalhista traz aos empresários, de parcelar as férias e o pagamento do 13º, aumentar o banco de horas, fazer contrato temporário por mais tempo, pagar o trabalhador apenas pelo que ele produz etc. não irá gerar novos empregos se não aumentar o consumo e, por consequência, a produção.

As mudanças nas leis trabalhistas apenas deixarão a mão de obra ainda mais barata para o empresário, que poderá aumentar seus lucros. Isso mesmo: com a Reforma Trabalhista, os empresários irão ganhar mais dinheiro em cima do trabalhador, que passará a ter relações de trabalho precarizadas e com maior dificuldade de se organizar e reivindicar avanços junto com os seus colegas e a sua categoria.

 

 

Nossa saída é nos organizarmos e fortalecermos o Sindppd/RS para lutar pelos nossos direitos!

Em toda a história, passada ou recente, os trabalhadores sempre resistiram aos ataques como redução de salários, aumento de jornada, precarização das relações de trabalho. E todas as conquistas foram conseguidas com MUITA LUTA. Nada NUNCA veio de graça.

A aprovação da Reforma Trabalhista por esse governo afundado em corrupção, a pedido dos empresários, que querem lucrar fazendo os trabalhadores trabalharem por mais horas, com ganhos mais baixos e sem direitos, deixa um gosto amargo em nossas bocas. Mas, ao mesmo tempo, nos faz reafirmar, a nós mesmos, a certeza que precisamos estar UNIDOS e ORGANIZADOS cada vez mais, seja para resistirmos a novos ataques, seja para termos avanços nas campanhas salariais etc.

Um trabalhador sozinho, se tiver sorte, talvez consiga melhorar um pouco de vida, mas o conjunto da classe trabalhadora vai perder e muito. Em que mundo queremos viver, no das saídas individuais, em que cada trabalhador terá o outro como “inimigo” e tentará resolver o seu problema individual? Para nós do Sindppd/RS, que representamos os trabalhadores da TI, não achamos que esta seja a saída.

Conquista, para nós, é quando os trabalhadores, em conjunto, conquistam juntos. Quando os ganhos e os avanços são para muitas pessoas e não apenas para UMA. Para isso, precisamos ser fortes; é necessário nos unir e nos organizarmos.

 

A luta deve prosseguir, ainda mais em momentos de duros ataques dos empresários e dos governos contra os trabalhadores.  À luta!

 

 

Sindppd/RS

 

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