PROCEMPA – Repercussão, na imprensa, das denúncias do Sindppd/RS em relação à Procempa

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Disponibilizamos, no site, matérias publicadas no Portal Baguete e no Jornal do Comércio desta terça-feira (01/06) sobre a participação do Sindppd/RS na Tribuna Popular na Câmara de Vereadores. A matéria do jornal também pode ser vista diretamente no site aqui.
JORNAL DO COMÉRCIO – 01/06

Sindicato critica excesso de CCs na Procempa

Sindppd aponta que servidores de carreira são minoria

Fernanda Bastos

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados no Rio Grande do Sul (Sindppd-RS), Vera Guasso, utilizou ontem à tarde a Tribuna Popular da Câmara Municipal para denunciar o excesso de cargos em comissão (CCs) no quadro da Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa).

Vera reclama que mais da metade dos funcionários em atuação na Procempa hoje não são concursados. E reivindica a realização de concurso público, que não é feito há 11 anos na autarquia. “Nossa empresa trabalha com a necessidade de um quadro qualificado que deveria ser constantemente renovado”, aponta.

As afirmações da diretora do Sindppd-RS são baseadas em análise do Relatório de Gestão – Prêmio Qualidade RS 2010, da Procempa. De acordo com Vera, o documento mostra que dos 586 colaboradores da autarquia, apenas 256 são servidores de carreira – cerca de 41%.

O restante do quadro seria composto por funcionários que não prestaram concurso público: 134 estagiários, 52 CCs e 144 integrantes de empresas terceirizadas.

Vera aponta que nos últimos seis anos houve um incremento nas vagas de CCs, que teriam subido de 15 para 52. A diretora do Sindppd relata que os CCs da Procempa exercem funções técnicas e recebem salários mais altos.

A dirigente também criticou as nomeações políticas. “A Procempa tem de parar de ser cabide de empregos”, afirmou da tribuna da Câmara. Ela mencionou ainda que José Carlos Brack (ex-presidente do PTB, que deixou um cargo em comissão na Procempa após ser indiciado no caso Eliseu Santos) nem era conhecido pelos funcionários.

A direção da Procempa, por meio de sua assessoria de imprensa, diz que o documento utilizado pelo Sindppd é sigiloso e traz informações do período em que foi gerado – “retrato daquele dia” -, que podem ser diferentes hoje.

Não contesta as informações, mas a forma como o sindicato as avalia. Observa que o número de CCs subiu de 34, em 2004, para 52 atualmente, em decorrência do desenvolvimento da empresa. Os terceirizados seriam 60. A assessoria argumenta que, embora o último concurso público tenha sido realizado em 1999, os servidores foram chamados até 2005. E informa ainda que está prevista para o próximo ano a realização de concurso para a autarquia, mas o número de vagas ainda não foi definido.

Vereadores defendem quadro de concursados

A manifestação da diretora do Sindppd, Vera Guasso, sobre o quadro da Procempa repercutiu em plenário durante a sessão de ontem da Câmara Municipal. O líder da oposição, vereador Pedro Ruas (P-Sol), disse que os dados apresentados por Vera são “alarmantes e inaceitáveis”. Airto Ferronato (PSB) argumentou que os servidores devem ser os principais colaboradores da autarquia. “Não podemos admitir que tenham muito mais outros servidores do que concursados”, comentou.

O vereador Nilo Santos (PTB) defendeu o trabalho da prefeitura na Procempa, negando que a autarquia seja usada para suporte político. Para o líder do governo na Câmara, vereador Antônio Dib (PP), a exposição da dirigente teve caráter político.

PORTAL BAGUETE

Vera Guasso critica Procempa na Câmara

A diretora do Sindppd-RS, Vera Guasso, criticou o que considera um excesso de quadro não contratado por concurso na Procempa durante participação na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, 31.

“A Procempa está sendo usada como cabide de emprego de indicações políticas. O que vai ser feito em relação a isso?”, questionou Vera, durante participação de 10 minutos no espaço para manifestação aberto nas sessões da câmara municipal.

A estatal municipal de processamento de dados tem hoje 52 CCs, 134 estagiários e 144 terceirizados. Ao todo, a empresa emprega 613 funcionários. Para a presidente do Sindppd-RS, os cargos não concursados são usados como “moeda de barganha política”.

Vera citou ainda o caso do ex-presidente do PTB de Porto Alegre, José Brack, que pediu exoneração do cargo CC que ocupava na empresa, após se tornar réu no processo que investiga o assassinato do ex-secretário da Saúde, Eliseu Santos.

Segundo nota divulgada pelo Sindppd-RS, a manifestação da ex-candidata à prefeitura pelo PSTU foi apoiada pelos vereadores do PSOL, Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, por Airto Ferronato, do PSB, e Carlos Todeschini, do PT.

Todeschini afirmou que no último ano da gestão petista, em 2004, haveriam 10 CCs atuando na empresa.

Nilo Santos, vereador pelo PTB, defendeu a gestão da Procempa citando realizações como a telemedicina e a banda larga no bairro Restinga. Em relação à situação de Brack, Santos teria afirmado que “ser réu no processo não significa nada”.

O lado da Procempa
Quando o Sindppd-RS divulgou nota criticando o número de CCs na Procempa, a estatal se manifestou por nota enviada ao Baguete, destacando que o sindicato se equivocava ao somar CCs, terceirizados e estagiários como se fossem a mesma coisa.

Tomados por separado, os 52 CCs representam 20% do quadro. A Procempa afirma que a terceirização é feita dentro da lei e voltada para áreas de serviços de limpeza, conservação, portaria e vigilância, buscando assegurar a continuidade destas atividades e que o número de estagiários é menor do que o acordado com o próprio sindicato.

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