PROCEMPA – Nesta 2ª feira (22/04), às 14h, vamos à Câmara de Vereadores para defender a Procempa. Participe!

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Colegas da PROCEMPA,

No dia 22 de Abril (segunda-feira), às 14h, o Sindppd/RS fará uso da Tribuna Popular na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS) para levar as preocupações sobre a situação da empresa.

É importante que os trabalhadores que puderem estar presente no plenário o façam, como forma de apoiar a iniciativa e para mostrar, aos vereadores, que a categoria está bastante preocupada para com a empresa e com os serviços de TI prestados à população da Capital. Participe!

 

 

 

A fábrica de software e o desdém ao sistema Acqua: a PROCEMPA novamente AMEAÇADA!

O esforço da direção da empresa, com o apoio de pessoas que vendem a alma para ficar na “onda”, está novamente levando a PROCEMPA aos velhos caminhos da terceirização e à perda de serviços fundamentais para o município e para a sobrevivência da companhia. A contratação de fábrica de software externa pela PROCEMPA continua gerando muitas dúvidas e preocupações entre os trabalhadores. Embora a representação da empresa se esforce em convencer que este é o melhor caminho, os trabalhadores permanecem com muitas dúvidas:

 

# Por que a empresa não aproveitou todos os concursados e deixou vencer o prazo, para agora dizer que não tem recursos suficientes?

# Por que a empresa/prefeitura disseminam insegurança e, com isso, perdeu-se – e continuaremos a perder – excelentes profissionais?

# Quem garante que a tal fábrica de software terá menor custo? Hoje a PROCEMPA estabelece contratos com seus clientes utilizando, como medida, horas de desenvolvimento e consultoria. Não existe, atualmente, qualquer estimativa a respeito da capacidade de entrega da PROCEMPA em pontos de função. Mesmo assim, a contratação da fábrica de software externa será realizada utilizando como medida os pontos de função. Como é possível ter certeza de que a fábrica de software terá um custo menor do que o de desenvolvimento pela própria PROCEMPA, se não existem comparativos utilizando as mesmas unidades de medida?

Sem novos concursos públicos, como a PROCEMPA garantirá os trabalhadores necessários para gerenciar os projetos da fábrica de software e para realizar a manutenção dos novos sistemas? É importante lembrar que a fábrica de software interna não foi criada, entre outros motivos, por falta de recursos, e que o edital publicado para contratação da fábrica de software prevê que as entregas não validadas, no curto período estipulado pela minuta de contrato existente no edital, serão automaticamente aceitas e pagas pela PROCEMPA.

# Um dos argumentos apresentados para não realizar novos concursos públicos é o fato de que não existem garantias de que os clientes da PROCEMPA continuarão demandando projetos que ocupem toda a capacidade de desenvolvimento da empresa. Porém, a contratação da fábrica de software estabelece um número fixo de 12.500 PF. Neste caso, não existe a preocupação com a redução da demanda por novos projetos?

Como a PROCEMPA manterá o conhecimento a respeito da inteligência dos sistemas utilizados pelos clientes, se novos e importantes projetos forem transferidos para a fábrica de software? Experiências anteriores, como o caso do SIAT, mostram que a empresa perdeu o conhecimento a respeito do sistema e precisou de um longo período de transferência de conhecimento para ser capaz de assumir a manutenção do sistema.

# Em diferentes ocasiões foram feitas, pela direção da PROCEMPA, afirmações de que comparativos com outros sistemas que tiveram seu desenvolvimento terceirizado e com a contratação de fábrica de software externa por empresas públicas como a PROCERGS não são válidos. Quais são os comparativos válidos? Quais medidas foram adotadas para que a PROCEMPA não enfrente novamente os mesmos problemas que já ocorreram com outros sistemas que tiveram o seu desenvolvimento terceirizado? 

# Um contrato com a fábrica de software externa criará uma nova despesa importante para a PROCEMPA. Como uma empresa que se diz com dificuldades financeiras para atender os trabalhadores pode suportar essa nova despesa? 

# A PROCEMPA não contratou treinamento para validação da qualidade do trabalho da fábrica de software (QA) e, tampouco, especificou para seus funcionários qual seria a definição detalhada da contagem dos PF, sendo isso necessário para as etapas de validação do trabalho dela. A empresa justificou dizendo que a própria fábrica vai nos ensinar a contar os pontos de função, configurando sério conflito de interesse com risco ao frágil erário da PROCEMPA. A falta dessa definição oficial feita pela empresa também impede que o custo do PF da PROCEMPA seja comparado ao custo daquele da fábrica, a fim de verificar se de fato ele é mais barato.

# A fábrica está sendo contratada sem que nem mesmo tenhamos no contrato com a prefeitura a possibilidade de cobrar em PF pelo nosso trabalho, de modo que hoje, às vésperas de contratar a fábrica, só podemos cobrar em horas, e estas justificadas na ferramenta de registro de trabalho, chamada OpenProject. Sendo o trabalho da fábrica muito mais burocrático, cheio de etapas de validação, reuniões, testes unitários, testes de integração, documentação, validações e verificações, o custo em horas faturadas por PF deverá utilizar muito mais horas do que hoje praticamos com a prefeitura e seus órgãos, encarecendo nossos serviços e reduzindo nossa atratividade, bem como a economicidade junto a nossos clientes.

 

 

Projetização, Projetos Estruturantes

Não bastando as dificuldades que a adaptação à fábrica e seus custos não dimensionados trazem ao escasso orçamento da PROCEMPA, surge uma possibilidade, colocada pelo novo formato de gerir o uso dos Analistas de Comunicação e de Informação, o chamado uso de Projetos Projetizados. Nesse formato, qualquer funcionário pode ser deslocado de quaisquer sistemas/projetos em desenvolvimento para ser colocado em novos projetos que a Prefeitura definiu como estruturantes. Há, nisso, o risco da falta de cautela prejudicar os prazos de entrega dos sistemas em andamentos já contratados, criando situação de instabilidade e mal-estar com os servidores da PMPA que nos requisitaram os sistemas, podendo culminar na indisposição de contratar serviços da PROCEMPA nos órgãos por isso afetados, uma vez que a garantia dos prazos que nós prometemos já não mais existirá.

Esse risco se mostrou relevante quando, no primeiro projeto “projetizado”, iniciado ainda na semana passada, tivemos um colaborador atuante num sistema encomendado pelo DMAE, em pleno desenvolvimento e já prometido para mais dois sistemas subsequentes do mesmo órgão, sendo deslocado para esse novo projeto, sem ter nenhuma reposição de seu trabalho por outro colega. Já provocou um aumento na demora programada para a entrega desse sistema do DMAE.

O fato foi questionado pelos representantes da CT informalmente, que exigiram cautela, pois já tínhamos a recente perda do Acqua Suite (1000h/mês), e isso implicaria na redução da taxa média de entregas de 600 horas/mês para 460 h/mês. O pedido, contudo, não recebeu a devida e imediata atenção e o colaborador segue desenvolvendo há mais de dois dias o novo projeto. O sistema encomendado pelo DMAE segue acumulando atrasos.

Se a projetização serviu de desculpa para fazerem isso com a frágil relação que temos com o DMAE, com qual secretaria se terá cuidado para não prejudicar as relações de modo a não culminar no rompimento de contratos?

 

 

 

A perda do sistema Acqua e a semelhança com o SIAT

É inadmissível para qualquer trabalhador que viveu a experiência dramática com a privatização do SIAT, a qual trouxe problemas gravíssimos para a empresa e prejuízos financeiros inestimáveis para o município, o tratamento dado ao sistema Acqua em que, sistematicamente, os responsáveis pela empresa não deram importância para prazos, alocação de recursos e, hoje, a PROCEMPA perde o contrato. É proposital ou tem gente querendo brincar com fogo ao tomar atitude beligerante com o DMAE que coincidentemente vem sendo atacado e está em risco de privatização?

É inaceitável que, mais uma vez, uma atitude política privilegie o setor privado com contratos bilionários, seja com a fábrica de software externa, seja com a privatização do sistema Acqua. É inadmissível que a administração da empresa queira convencer que a fábrica externa seja necessária à modernização dos processos de execução de projetos no município. O que garante a modernização e a troca de experiência é ter um corpo funcional fortalecido, respeitado e concursos públicos que atraem novos profissionais, como aconteceu desde o concurso realizado em 2014.

A fábrica de software externa e a perda do contrato do DMAE só podem servir aos interesses de ENFRAQUECER a PROCEMPA e de abrir mão em manter os serviços públicos de qualidade e com menor custo. Basta de Cargos de Confiança externos ditando regras que levarão a empresa a uma nova crise semelhante ao que aconteceu em outros governos!

Os trabalhadores da PROCEMPA têm história de defesa da empresa, são excelentes profissionais e não podem se dobrar a esta grave situação imposta de fora para dentro, com o intuito de desmontar a empresa pública.

 

 

 

RISCO DE DESMONTE DA PROCEMPA SERÁ LEVADO À TRIBUNA POPULAR NA CÂMARA DE VEREADORES

No dia 22 de Abril (segunda-feira), às 14h, o Sindppd/RS fará uso da Tribuna Popular na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS) para levar as preocupações sobre a situação da empresa.

É importante que os trabalhadores que puderem estar presente no plenário o façam, como forma de apoiar a iniciativa e para mostrar, aos vereadores, que a categoria está bastante preocupada para com a empresa e com os serviços de TI prestados à população da Capital. Participe!

 

TRIBUNA POPULAR: Em defesa da PROCEMPA!
Nesta SEGUNDA-FEIRA (22/04) – A partir das 14h
No plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre

 
Participe!

 

 

Sindppd/RS
 

 

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