PROCEMPA – Mais uma vez, a PROCEMPA na mira de interesses privados e privatistas

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A PROCEMPA está entre as maiores empresas municipais de TI do Brasil. Empresa com profissionais de alto nível técnico e que presta serviços de qualidade para o nosso município e seus cidadãos.

A PROCEMPA hoje é a responsável por manter todos os serviço de tecnologia de informação e comunicação da estrutura pública da cidade de Porto Alegre, incluindo o projeto e manutenção das mais de 1.300 câmeras de segurança e trânsito na cidade e mais de 300 hotspots wifi públicos. A empresa também é responsável pela informatização do atendimento de saúde na Capital; pelos sistemas de arrecadação de impostos, contábeis da PMPA (Prefeitura Municipal de Porto Alegre), de gestão e operacionais utilizados pelo DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos) e pela execução da folha de pagamento da PMPA, totalizando 219 sistemas.

Todos esses serviços são suportados pela infraestrutura de telecomunicação gerenciada pela PROCEMPA e composta pelas redes de fibra óptica (Infovia), com mais de 1.000 km de extensão, rádio enlace e rádio trunking. Essa estrutura garante a independência do município das redes de operadoras privadas de telefonia e internet, estabelecendo comunicação com custo reduzido entre os mais de 8 mil ramais telefônicos e mais de 18 mil estações de trabalho. Ampliando seu portfólio de serviços, a PROCEMPA passou a desenvolver aplicativos mobile que aproximam o contribuinte das informações relevantes sobre os serviços prestados pela prefeitura. Todos os serviços oferecidos possuem a garantia de confidencialidade dos dados, uma vez que o armazenamento é feito em estrutura própria de Datacenter instalada na sede da empresa, livre de acessos destinados a interesses privados.

A cada dia que passa, a tecnologia e especialmente a TI têm mais espaço na vida e nas relações humanas. Sabendo do potencial que a PROCEMPA tem se for bem utilizada, o setor privado, contando com a parceria do prefeito Nelson Marchezan Jr., tem crescido os olhos sobre segmentos estratégicos da empresa. O objetivo é apenas um: limitar a atuação do setor público para que determinadas empresas ganhem dinheiro com a TI.

O atual Conselho de Administração da PROCEMPA, ainda não divulgado oficialmente, reflete essa guinada da atual administração pública de Porto Alegre. É importante citar que não há nenhuma divulgação na companhia sobre quem são os atuais conselheiros, mas​ SABEMOS INFORMALMENTE que Ademir Milton Piccoli; Cassio Mattos; Felipe Azzolin Bastos da Silva; Letícia Zereu Batistela; Loreno Soligo e Paulo Roberto de Mello Miranda fazem parte do conselho.​

Pela primeira vez em 40 anos, o conselho tem dois integrantes oriundos diretamente das empresas privadas: Ademir Piccoli e Leticia Batistela, ambos advogados ligados a empresas de TI e com passagem pela SUCESU-RS (Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações do RS). Até então, apenas secretários e representantes de órgãos da prefeitura ocupavam esses cargos, afinal a PROCEMPA é uma empresa PÚBLICA de TI e seus interesses devem estar em consonância com os da população e não de alguns setores.

Fica a pergunta: essa composição não fere o Estatuto Social da PROCEMPA, já que tem dois conselheiros que não não fazem parte dos órgãos acionistas da empresa, conforme trata o artigo 18º​ (reproduzido abaixo)?

DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Art. 18o – O Conselho de Administração compor-se-á de seis (6) membros, acionistas da Companhia, eleitos pela Assembleia Geral, para um mandato de até três (3) anos, permitida a reeleição.

 

 

Diretoria da empresa deveria ser exemplo da defesa dos interesses públicos

Durante a campanha eleitoral, o então candidato Nelson Marchezan Jr. criticou as  relações pouco transparentes da prefeitura e o uso dela e de seus órgãos para interesses particulares de um determinado grupo. Foi só assumir a prefeitura, que o discurso passou a não condizer com a prática.

Marchezan colocou Michel Costa como diretor da PROCEMPA, o qual também foi nomeado para presidente do Conselho de Administração da CARRIS (uma empresa pública de transporte, também público). O diretor Michel Costa é oriundo do setor privado da TI e vem sendo denunciado por defender interesses privados dentro das empresas PROCEMPA e CARRIS, dentre outras denúncias. O mesmo é um dos donos da Safeconecta, empresa que realizava teste de GPS nos ônibus de transporte público da própria CARRIS. O conflito de interesse está retratado na matéria do jornal Zero Hora: http://www.sindppd-rs. org.br/procempa-diretor-da- procempa-e-socio-de-empresa- que-realiza-teste-de-gps-na- carris/. Ou melhor dizendo, seria a utilização do cargo público para benefício próprio?

O MÍNIMO que a direção da PROCEMPA e a prefeitura municipal deveriam fazer é afastar Michel Costa do cargo até que a situação se esclareça, pois a empresa já sofreu, num tempo não muito distante, por administração temerária, desvios de verba e tantos outros abusos que fragilizaram a companhia.

 

 

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