Para Chávez somente organização popular pode frear neoliberalismo

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Os 650 lugares disponíveis no plenário da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul não abrigavam sequer um décimo dos militantes de movimentos sociais que esperavam pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, ontem em sua visita a Porto Alegre (durante o 3º Fórum Social Mundial).

Depois do presidente venezuelano ter aparecido na sacada do Palácio Piratini ao lado do governador Germano Rigotto, passou meio a um cordão de isolamento de policiais que o conduziu até a porta da Assembléia. Uma coletiva de jornalistas o esperava em uma das salas para uma entrevista coletiva.
Quem ficou do lado de fora teve que presenciar a impaciência dos manifestantes que forçavam a porta e queriam entrar para assistir ao pronunciamento de Chávez que durou cerca de duas horas. Os empurrões de dezenas de militantes para entrar pelo acesso onde estava a polícia de choque fez os policiais usarem o cassetete. O clima estava tenso.

Dentro do plenário o clima era de calmaria, quase metade dos lugares já estavam ocupados por delegados que não entraram pela porta principal. Mais de uma hora de espera e surge Chávez.

A abertura do evento foi feita pela representante do Comitê de Solidariedade à Venezuela, a deputada Luciana Genro. Em seguida o prefeito de Porto Alegre, João Verle, deu boas-vindas ao presidente Chávez.

Na platéia, trabalhadores do campo da Venezuela, representantes do MST e de partidos de esquerda, aclamavam Chávez a todo instante.

Chávez lembrou que havia sido convidado a vir no 2º FSM, mas que não foi possível devido ao enfrentamento que estava travando contra as oligarquias do país, que há 200 anos estão no poder na Venezuela.

O presidente venezuelano contou ao plenário o processo revolucionário que está acontecendo desde 1989 naquele país, quando a população se rebelou contra o pacote neoliberal imposto pelo FMI. De acordo com Chávez, é necessário retomar a idéia da integração plena dos povos da América Latina e Caribe.

Chávez explicou foi necessária a criação de uma assembléia supraconstitucional, mediante consulta popular favorável com mais de 80% dos votos, para a criação de uma Constituição do Povo. A Constituição “do Povo”, elaborada pelo Governo Chávez vendeu cinco vezes mais do que todas as edições anteriores juntas.

Entre as leis da Constituição elaborada no Governo Chávez está a que proíbe a venda da Estatal Pedeveza, a que acaba com os latifúndios, a que obriga a burguesia a pagar os impostos, a que garante crédito bancário aos pobres e a que garante educação gratuita. “Todas as propostas dos Movimentos Populares estão na Constituição do Povo”, afirmou.

“É um povo que decidiu ser livre e vai ser livre”, pronunciou.
De acordo há um processo de libertação instaurado em toda a América Latina exemplificado na Venezuela, Brasil e Equador. O êxito dos movimentos sociais, segundo Chávez, depende essencialmente da organização popular.

Fonte: Carolina Coronel/ Imprensa Sindppd-RS

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