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SERPRO - Por que o Serpro fez de tudo para ter acordo de 2 anos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Raquel Casiraghi   
Qua, 14 de Julho de 2010 11:39

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Reproduzimos matéria do jornal Folha de São Paulo que mostra o vale tudo do poder na campanha eleitoral, inclusive na direção do Serpro. Mentira tem perna curta!

Esta notícia comprova o que o Sindppd/RS sempre denunciou na campanha salarial do Serpro e da Dataprev em 2009: de que suas direções, apoiadas pela Fenadados, fariam de tudo para fechar acordo coletivo por 2 anos para poderem fazer campanha eleitoral para melhorar a vida deles e atacar os direitos dos trabalhadores - vide o prejuízo ao plano de saúde que conseguimos evitar através de liminar.

O detalhe dessa história sórdida é que no vale tudo deles coube até uma mentira inventada de que o sindicato queria acordo por um ano para fazer palanque eleitoral. Isso, infelizmente, foi usado para desacreditar trabalhadores com história dentro do Serpro. Mas a verdade veio à tona mais uma vez.


Por Silvio Navarro, do Painel da Folha de São Paulo de sábado (10/07):

Diretor monta ato pró-Dilma no comando de órgão federal

Instalado no comando de um órgão estratégico da máquina pública, o diretor-presidente do Serpro (serviço de processamento de dados do governo federal), Marcos Mazoni, desempenha simultaneamente a função de arregimentar servidores na Esplanada e organizar carreatas em Brasília para a campanha de Dilma Rousseff (PT).

O ponto de encontro, segundo o próprio Mazoni, é o estacionamento do Serpro. A convocatória dos funcionários é feita pela internet, em horário de expediente.

A maioria da comitiva petista é composta de servidores do Serpro, do Ministério da Educação e da Casa Brasil, órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia para acesso gratuito à internet.

Segundo a legislação eleitoral, funcionários públicos não podem participar de campanha em horário de trabalho. As recomendações constam da cartilha da AGU (Advocacia-Geral da União), avalizada pela Comissão de Ética Pública da Presidência.

O dirigente atua em parceria com Marcelo Branco, coordenador de Dilma na internet, de quem é amigo. Gaúchos, trabalharam juntos no órgão de processamento de dados do RS.

Um dos eventos ocorreu anteontem. O número um do Serpro fez o chamado pelo seu Twitter, às 11h34: "Hoje vamos fazer uma carreata pró-Dilma ao meio dia aqui em Brasília". Ontem, ele mandou o seguinte recado, às 11h43, para Branco: "Avisa a "companheirada" de Brasília que estamos fazendo carreatas todas as quintas ao meio dia saindo da frente da sede Serpro".

A partir da semana que vem, os atos pró-Dilma conduzidos por ele serão semanais. "Para não precisar toda hora dizer, vai ter uma programação permanente, toda quinta-feira", disse à Folha.

Mazoni e Marcelo Branco também trocam mensagens sobre acordos políticos no Rio Grande do Sul. Na terça-feira passada, Branco escreveu no Twitter, às 13h16: "Exclusivo: ex-governador Collares do PDT apoia Tarso para governador e Dilma para presidente". Mazoni respondeu quatro minutos depois: "Como é bom ser conselheiro de Itaipu hahaha". Collares é conselheiro da empresa binacional e, para apoiar Tarso, rompeu com seu partido, que indicou o vice de José Fogaça (PMDB) ao governo.

Quadro da corrente DS (Democracia Socialista) do PT, Mazoni é ligado ao ex-ministro da Justiça Tarso Genro. Foi sindicalista da área de telefonia e assessor de Olívio Dutra (PT) na Prefeitura de Porto Alegre. Assumiu o Serpro após a queda do grupo do ex-ministro Antonio Palocci, que controlava o órgão.


 

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