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Reproduzimos aqui a carta da colega do interior, Tania Mara Moraes de Castro, sobre as possíveis alterações no Serpros, fundo de pensão da empresa. As alterações que estão previstas são prejudiciais à categoria.
CARTA
Aproveitando a deixa “O que é o Serpros para você” e os assuntos que foram colocados na vídeo-conferência conforme o jornal do SERPROS, quero deixar aqui a minha resposta... Em 12 de fevereiro de 1985, entrei no SERPRO como digitadora. Meses depois fui conquistada a me inscrever no SERPROS. Contribuo regularmente, tirei uma ou 2 vezes empréstimo, fiquei recebendo complementação de salário acredito que por 3 ou 4 vezes nestes longos 25 anos de empresa. Uma delas, a mais longa no período de 2006, quando precisei fazer uma cirurgia para retirada de um carcinoma (câncer de mama), durante o período de quimioterapia, fevereiro de 2007 a julho do mesmo ano, voltando logo em seguida ao trabalho. Não posso me queixar, pois fui bem recompensada. Este ano, outubro de 2010, completo o meu tempo para pedir aposentadoria, mas como já havia me programado para trabalhar por mais tempo, pois me sinto capaz para tanto, fui informada mês passado da nova regra que deverá ser instalada nesta instituição.
Para quem em 1985 foi informada do bem que seria meu ingresso no SERPROS, dos benefícios que teria ao me aposentar, me sinto totalmente ENGANADA, pelas explanações que me foram expostas a 25 anos atrás para ingressar no que agora chamam de PSI. Me sinto impotente perante tanta falsidade ao qual me expuseram tendo que mais tarde, “optar” por permanecer ou migrar para PSII. Deveríamos na época ter desconfiado de tal situação e buscado orientações mais precisas, mas guiados pelo medo do desconhecido não fizemos nada.
Gente, após tanto tempo de serviço e isto não é sentido apenas por mim, mas por muitos que na época foram ludibriados, me sinto como uma criança que foi iludida “a fazer tal coisa para ganhar tal presente depois”. E na espera do “presente” o tempo foi passando, passando e já com uma certa idade, foi revelado que o tal era “mentirinha”.
Quero deixar o meu protesto, minha indignação e dizer que o que eu puder fazer para os participantes do PSII e aos novos que aderirem, fiquem “desconfiando sempre” ou pensem duas ou mais vezes se for preciso para ingressarem no SERPROS. Exijam o que for de direito e também pela participação nas decisões que deverão ser tomadas no que tange ao futuro das aposentadorias.
Aos que já estão no plano e aos que por acaso vierem a ingressar, meu conselho é para ficarem de olho, pois quando chegarem perto de se aposentar, o SERPROS irá começar a fazer certas mudanças nos seus benefícios.
De acordo com um representante do conselho fiscal do SERPROS, DINHEIRO na entidade TEM a ponto de não saberem o que fazer para o pessoal tirar empréstimo e que os participantes não fazem idéia do valor total do patrimônio que possuem.
Então pergunto: Por que estas mudanças no PSI, dizendo que não sabem do nosso futuro quanto à complementação de salário? Por que teremos desvalorização de nossas complementações? E não me venham responder que tudo isso é devido aos cálculos baseados em “projeções” que podem ou não se concretizar.... Pois de acordo com a reportagem do SERPROS/Jornal 132, cadê as exigências legais de que anualmente se faça a revisão do plano de custeio, diante prováveis oscilações de diversas condicionantes adotadas no cálculo atuarial?
Com tudo isso, o que nos resta é angústia, estresse, incertezas...
Depois de darmos nosso sangue à empresa, qual a estrutura que temos para enfrentar uma aposentadoria? Que futuro teremos? Será que devemos aceitar o destino que nos querem impor, calados?
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