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Decisão foi tomada em assembleia na manhã desta sexta-feira (16/09). Está encerrada a campanha salarial, mas não a luta da categoria.
A grande maioria dos trabalhadores da Procergs que participaram da assembleia da categoria na manhã desta sexta-feira (16/09) na sede, em Porto Alegre, aprovaram a nova proposta apresentada pela direção da empresa. A decisão foi tomada após uma hora e meia de questionamentos e avaliações sobre a proposta e a campanha salarial. O assessor jurídico do sindicato, Delcio Caye, esteve presente para esclarecer as dúvidas dos trabalhadores.
 
Por respeito aos colegas que fizeram greve - afinal, só foi devido à paralisação da categoria e à mediação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que a direção da Procergs apresentou a proposta do reajuste no vale-rancho - foi colocada em votação na assembleia a proposta da empresa na íntegra, sem separar a questão econômica dos dias parados. Por ampla maioria, foi aprovada a seguinte oferta:
- Reajuste dos salários e dos tíquetes pelo INPC (6,80%), retroativo a 1º de Julho - Reajuste de 41% no vale-rancho (passa dos atuais R$ 170 para R$ 240), também retroativo a 1º de Julho; - Manutenção das demais cláusulas do acordo coletivo; - Dias parados: abono de 50% dos dias (equivalente a até 4 dias e meio) e compensação dos outros 50% (quatro dias e meio) - a serem trabalhados até a próxima data-base (1º de Julho de 2012)
Na votação, uma parcela dos colegas deliberou por ajuizar dissídio no TRT, e outros poucos se abstiveram. Ao aceitar a proposta da empresa, a categoria encerra a campanha salarial deste ano, mas não a luta pela valorização dos trabalhadores da Procergs.

Colega: é preciso ter ATITUDE para avançar em conquistas
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", já cantou o músico Geraldo Vandré. Foi isso o que fizeram os trabalhadores da Procergs nesta campanha salarial. Colegas novos e antigos se uniram, renovando e revigorando o nosso movimento. Não se acomodaram e, em um ato de coragem e rebeldia, disseram não ao que a direção queria impor à categoria.
Não conquistamos o que queríamos, mas avançamos com a luta: afinal foi a greve que obrigou a empresa a apresentar a contraproposta do vale-rancho e o abono de metade dos dias parados e a sua compensação até a próxima data-base. Também foi a mobilização dos trabalhadores que fez com que a Procergs reafirmasse o compromisso de montar, junto com os trabalhadores em breve, um grupo para estudar e debater o plano de cargos e salários (anteriormente, a empresa estava decidida em contratar uma empresa terceirizada para fazer isso).

Nossas conquistas podem parecer pequenas em um primeiro momento, já que os salários dos trabalhadores da Procergs estão bastante defasados em relação ao mercado. No entanto, podem ser o primeiro passo para avançarmos em mais e maiores conquistas.
Para isso, precisaremos que os outros trabalhadores da Procergs, que não fizeram greve desta vez, entrem também na luta. Precisamos que todos e todas se enxerguem como agentes - e não apenas espectadores - da MUDANÇA e que se somem aos demais tomando ATITUDE. Nada vem de graça; ainda mais para os trabalhadores.
"Governo é patrão, independente do partido"
Isso foi o que mostrou a campanha salarial 2011. A atual gestão, embora sendo de um governo recém empossado no início do ano, manteve a política de oferecer apenas reajuste pelo INPC, como nas administrações anteriores. Esta gestão também não cedeu nas negociações; foi preciso a categoria entrar em greve e acionar o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para ter avanços. Durante a greve, colegas relataram casos em que chefias fizeram ameaça e convocaram os trabalhadores por telefone para ir trabalhar. No debate sobre os dias parados no TRT, a direção da Procergs resistiu até que pode a fim de descontar no salário dos grevistas, como método "pedagógico", conforme disse o próprio negociador da empresa.
As gestões da Procergs e os governos passam; são os trabalhadores que permanecem, construindo a empresa pública e prestando serviços de qualidade à população gaúcha. Nada mais justo do que nós exigirmos ser valorizados, já que infelizmente os governantes e as direções não dão a importância devida à Procergs enquanto empresa pública de TI (Tecnologia da Informação). A luta da categoria não é somente pela questão econômica dos funcionários, mas também pela própria existência da empresa. E não é braços cruzados que vamos ter melhores salários e benefícios e uma Procergs forte: é na luta, nas assembleias, na rua.
Colega, venha com a gente! Precisamos de ti nas assembleias, nas reuniões e conversas de corredor, nas mobilizações, caminhadas, apitaços, nos lanches coletivos!
Temos que nos manter unidos e, desde já, nos organizar para a luta em defesa dos trabalhadores da Procergs, que não se encerra com a campanha salarial. Juntos, podemos ser fortes!
CT Procergs e Sindppd/RS
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