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Nossas campanhas salariais demoravam quatro a cinco meses ou mais, eram mobilizações de 15min até chegar a 48h. A data-base, desrespeitada, e assim avançavam as perdas dos trabalhadores. Nesse ano em dois meses e meio, pela existência da greve, construímos juntos uma solução, que não foi a melhor com certeza, mas podemos dizer que tivemos avanços e demos passos importantes para construir um novo momento dentro da Procergs.
A campanha salarial acabou, mas os nossos problemas continuam e precisamos ficar mobilizados. O fundamental é a conscientização de que todos os trabalhadores unidos poderão conquistar mais rapidamente melhores soluções para todos.
Agora é hora de cair dentro do debate sobre o orçamento da Procergs para o ano que vem, que fecha ainda em setembro, atendendo solicitação da própria empresa. Outro tema importante para ser discutido é o Plano de Cargos e Salários. Na última ata da reunião do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ficou assinado pela Procergs o compromisso de dar continuidade às negociações e temos várias questões para seguir tratando. Iremos cobrar todas as posturas assumidas na negociação.
Como devem agir os trabalhadores nas mobilizações em defesa de suas reivindicações?
Dedicamos 8 horas de trabalho diárias, entregamos boa parte de nossa força de trabalho intelectual e manual. É por isso que nos remuneram no final do mês, mas é sempre, com certeza, bem abaixo do que merecemos! Diferentemente das direções das empresas, temos as assembleias democráticas, debates, votações, e , por maioria, definimos as nossas ações.
Como agem as direções de empresas?
Apesar das diferenças que possam haver entre os patrões, o que predomina mesmo é a proposição de pagar o menor valor possível para garantir o funcionamento da empresa. Normalmente a decisão vem da cúpula e o conjunto do corpo de chefes e gerentes deve acatar. Será que na nossa empresa a situação é diferente? Nas reuniões da empresa todos têm direito a debate e voto se houver polêmica? Quem realmente pratica a democracia?
O respeito à decisão da maioria é importante? Onde fica o livre arbítrio de cada um?
O exercício e o aprendizado de respeitar a decisão da maioria são fundamentais na luta dos trabalhadores, pois dispersos somos frágeis, mas unidos e organizados juntamos uma força capaz de vencer. Como nosso trabalho é organizado e feito de forma coletiva é muito importante que na hora de reivindicar também atuemos de forma coletiva e respeitando as decisões da maioria. Nosso livre arbítrio tem importância no debate para defender nossas posições até o fim, num ambiente democrático e participativo como nossas assembleias. Mas após as deliberações e votações o apoio à maioria faz crescer a unidade e o respeito entre os trabalhadores. Nosso objetivo é que a participação de todos seja muito valorizada, e para isso todos tem que valorizar estes espaços.
Como devem agir o sindicato e a CT?
As direções das empresas, quando encontram um sindicato e CT que são independentes, costumam dizer que o sindicato manipula etc, para tentar fragilizar a organização dos trabalhadores. Por isso é fundamental que a direção sindical atue com total democracia e exista o máximo de comprometimento do sindicato com as decisões dos trabalhadores. Os diretores do sindicato não podem desrespeitar a decisão das assembleias sob pena de perder completamente o respeito da categoria e não ter inclusive o respeito para negociar em nome dos trabalhadores. Se a empresa age com uma única voz, como o sindicato pode permitir que seus diretores desrespeitem a decisão democrática da categoria e cada um faça o que quer?
A cada ação que fazemos, aprendemos e ensinamos, e esse é o verdadeiro processo pedagógico que nos legou o educador Paulo Freire. Mãos a obra e vamos continuar construindo um futuro melhor para nós e para a nossa empresa. União! É o que precisam os trabalhadores para avançar em cada vez mais vitórias. Parabéns a todos pela luta e pelas conquistas !
CT Procergs/ Sindppd/RS
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