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Orçamento de 2012 do governo federal prioriza pagamento aos bancos. Os serviços públicos vão piorar mais PDF Imprimir E-mail
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Escrito por SINDPPD-RS   
Qua, 28 de Dezembro de 2011 09:23

No orçamento 2012 aprovado pelo Congresso Nacional, está prevista a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico a seguir.

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Em 2010, o pagamento da dívida pública brasileira alcançou 45% do orçamento da União (ou R$ 635 bilhões). Em 2011, chegou a representar 49,15% do orçamento.

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores e funcionários públicos por aumento real, o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Hemisfério Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o Governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que trata de um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

População paga conta da crise financeira

Economistas, inclusive alguns ligados ao FMI (Fundo Monetário Internacional), reconhecem que os bancos privados foram salvos às custas do Estado. Na Europa, o Banco Central deu ajuda de meio trilhão de euros aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores. Ou seja, em nome da contenção da crise financeira, os governos oneram duplamente o povo, que além de ficarem sem emprego, aumento salarial ou sem investimento em áreas vitais como saúde e educação, pagam juros altos.

No Brasil, essa política é sentida no arrocho salarial de aposentados, pensionistas, servidores e funcionários públicos e na falta de investimento também na saúde, educação e segurança. O governo federal também estuda mudanças na Previdência, baseado nas reformas que aconteceram na Europa e que resultaram em perdas de direitos aos trabalhadores. A população ainda sofre com os altos juros - os mais altos do mundo.

A quem beneficia o aumento do PIB brasileiro (Produto Interno Bruto), que passou o do Reino Unido e é o sexto maior do mundo? Para onde vai essa riqueza? E o seu alto custo, que perpassa pela degradação ambiental e pela pobreza e miséria nas grandes cidades. Vale para que ter o 6º maior PIB do mundo?

Pense nisso.

* Com informações do site Auditoria Cidadã da Dívida

 

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