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Banrisul: mais uma suspeita de fraude no Governo Yeda. E os trabalhadores nisso tudo? PDF Imprimir E-mail
Notícias
Escrito por SINDPPD-RS   
Sex, 03 de Setembro de 2010 11:54

As notícias de uma suposta fraude no Banrisul voltam a assombrar um governo marcado por denúncias e investigações de desvio de dinheiro público. Porém para os trabalhadores, não há o atendimento às suas reivindicações.

Estas denúncias de corrupção causam uma indignação a mais nos servidores públicos e trabalhadores das estatais. Afinal, várias categorias, como a Procergs, a Corsan e o próprio Banrisul, estão em campanha salarial e tem recebido, como resposta, um "não" às reivindicações. Para dar um justo aumento salarial a seus trabalhadores, o governo de Yeda não pode; mas dinheiro tem e muito só que está indo para a corrupção e para os grandes empresários.

Exigimos mais uma vez a prisão e o confisco dos bens de todos esses larápios que arrombam os cofres públicos enquanto a população sofre com a falta de serviços públicos dignos.

A investigação sobre o Banrisul


Uma força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas foi deflagrada nesta quinta-feira (02) para investigar a possível existência de um esquema de desvio de dinheiro no setor de marketing do Banrisul. Segundo as investigações, ações publicitárias do banco estariam sendo superfaturadas. No esquema, agências de publicidade licitadas pelo Banrisul subcontratavam empresas terceirizadas, que eram as reais executoras dos projetos. Estas empresas cobravam bem menos do que os valores pagos pelo banco às agências de publicidade. Inclusive, a investigação teve início a partir da denúncia de um dos empresários terceirizados, que não teria recebido o pagamento. O esquema, segundo a Polícia Federal, desviou cerca de R$ 10 milhões dos cofres do banco gaúcho; ou seja, da população gaúcha.

Nos 11 mandados de busca e apreensão cumpridos ontem pela Polícia Federal, foram apreendidos R$ 3 milhões divididos entre cédulas de reais, dólares, libras e euros, pois seus detentores não explicaram a origem do dinheiro. Ainda foram detidos o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um representante da agência publicitária SL&M, Gilson Stork, e um diretor da agência também de publicidade DCS, Armando D'Elia Neto. As investigações prosseguem.

Yeda, como sempre, ataca para se defender


A manifestação da governadora Yeda Crusius sobre a investigação seguiu a postura que teve nas demais denúncias de fraude no seu governo. Questionou a presença da Polícia Federal na força-tarefa (a Polícia Federal entrou na investigação quando foram verificados crimes federais como evasão de divisas e lavagem de dinheiro entre as ações da quadrilha); depois desdenhou a investigação, afirmando em seu twitter que já tinha visto essa história antes (referindo-se à Operação Rodin, que investigou desvio de dinheiro no Detran gaúcho).

Por último, em sua hierarquia de importância, a governadora afirmou que será exigida investigação e transparência no caso. Outras declarações de integrantes do governo de Yeda chamam atenção. Uma delas é a do secretário da Fazenda, Ricardo Englert, que falou na quinta-feira que os gastos com marketing já haviam chamado a atenção do Conselho do Banrisul. Segundo ele, o conselho ainda reduziu os recursos. Mas não houve uma investigação ou uma apuração mais profunda do banco sobre os gastos excessivos.

Mais uma vez, a população gaúcha assiste, atônita, a um possível roubo de dinheiro e do patrimônio público. Mais uma vez, a governadora Yeda Crusius prefere questionar o trabalho dos órgãos de fiscalização do que logo exigir apuração das denúncias.

 

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