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Nova central sindical e popular protesta contra ocupação do Haiti PDF Imprimir E-mail
Notícias
Escrito por SINDPPD-RS   
Sex, 30 de Julho de 2010 10:16

consuladosp

Mobilizações foram realizadas em São Paulo (foto), Rio de Janeiro e Minas Gerais nesta quarta-feira (28), dia de luta contra a ocupação militar do país.

Nesta quarta-feira, 28 de julho, data que se completou 95 anos de Ocupação Militar no Haiti, trabalhadores do movimento sindical, popular e estudantil realizaram manifestações de solidariedade de classe e internacionalismo ao povo haitiano. Os atos, convocados nacionalmente pela CSP (Central Sindical Popular)-Conlutas, também ocorreram nas capitais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, na Avenida Paulista, o ato contou com a participação das organizações que integram a nova central CSP- Conlutas, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Assembleia Nacional de Estudantes Livre! (ANEL) e diversos sindicatos e militantes.

Sem distinção, estas entidades, com a palavra de ordem “comida, remédio, mandem tudo para o Haiti, só não mandem suas tropas para o povo reprimir” pediam o que de fato aquele país precisa. Faixas eram expostas aos motoristas e aos passantes da principal avenida de São Paulo, exigindo a reconstrução do país, o respeito à autodeterminação do povo haitiano e a imediata retira das tropas brasileiras do Haiti.

Com este espírito de luta, as cerca de 150 pessoas presentes no ato, que começou no vão do Masp, manifestaram sua indignação com a atual situação do povo do haitiano, que em de 95 anos de ocupação norte-americana se vê diante de um país destruído e cada vez mais explorado. Esta situação só piorou após o terremoto que destruiu o país há seis meses. A população vive em condições ainda mais precárias; sem comida, sem água, sem hospitais e sem moradia.

A representante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Vanessa de Souza, falou aos presentes que o movimento popular se somava à luta do povo haitiano. “O povo do Haiti precisa de comida e remédios, não de tropas militares”, disse.

Representando a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Ana Pagamunici, enfatizou que o ato em solidariedade ao Haiti, com a presença de todas aquelas organizações, reflete o que é esta nova central. “A nossa Central Sindical Popular com a participação dos estudantes comprova, com a realização deste ato, que também é internacionalista. Prestamos solidariedade aos trabalhadores do Haiti e exigimos a retirada das tropas militares daquele país”, disse.

Nesta sexta-feira (30) está agendada uma reunião em São Paulo entre a CSP- Conlutas e o Jubileu Sul, com o Cônsul do Haiti, ocasião em que o tema será discutido e as exigências apresentadas formalmente.


No Rio, ativistas protocolam documento na ONU

No Rio de Janeiro, a manifestação aconteceu na estação de trem Central do Brasil. Dezenas de ativistas se reuniram, megafones e panfletos em punho, manifestando seu apoio incondicional à luta dos trabalhadores e do povo haitiano.

Antes da manifestação, um grupo esteve no escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) na cidade, onde protocolaram carta ao Centro de Informações das Nações Unidas, com cópia ao Conselho de Segurança da ONU. No documento protocolado registraram: “As forças humanitárias do exército brasileiro não estão lá para reconstruir o país, mas para ajudar a manter o grau de exploração e submissão de um povo juntamente com outros países na ‘missão Humanitária’ (MINUSTAH) da ONU, liderada pelo Brasil”.


* Com informações da Conlutas e do jornal Opinião Socialista

 

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