Italianos protestam contra demissões e flexibilização das leis trabalhistas

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Em outubro, um milhão de trabalhadores italianos foram às ruas e protestaram. Em todo o país, 280 mil demissões podem se concretizar em função do modelo econômico do governo conservador de Silvio Berlusconi.

Os manifestantes italianos ainda repudiaram a flexibilização das leis trabalhistas, que está sendo articulada pelo governo, empresários e outras centrais. A convocação foi feita pela central sindical italiana CGIL que há 60 anos não realizava uma greve como essa.

“Os italianos vivem um processo semelhante ao nosso de flexibilização das leis que facilitará demissões e a retirada de direitos trabalhistas”, expressou o secretário de Relações Internacionais da CUT Kjeld Jacobsen em carta enviada à CGIL.

A “Greve pela Itália”, como foi chamada pela principal central do país, se mostrou contrária ao projeto que modifica o artigo 18 do Estatuto dos Trabalhadores.

O governo concordou, em julho, juntamente com a Cisl, a UIL e a Confindústria (confederação patronal do capital industrial) em prejudicar os trabalhadores através do projeto. O conteúdo ainda não foi apresentado, mas o pacto social já está selado.

O desemprego é crescente. Nas áreas menos industrializadas passa de 18% e no restante da Itália é de cerca de 9%. Nas últimas semanas, empresas italianas anunciaram a demissão de mais de 20 mil pessoas. Só a Fiat prevê a demissão de mais oito mil funcionários, o equivalente a 20% do total.

A Fiat, controlada pela família Agnelli, poderá ser vendida para a General Motors a partir de 2004. A GM é dona de 20% do capital da Fiat. O governo italiano já descartou participação acionária ou qualquer ajuda financeira para reerguer a Empresa que desde 1997 está em crise.

Fonte: Carolina Coronel/ Imprensa Sindppd

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