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Sem nova proposta, greve dos bancários continua em todas as capitais PDF Imprimir E-mail
Escrito por Nanda Duarte   
Ter, 21 de Outubro de 2008 08:56

Do site da Conlutas:

Sem proposta decente, todas as capitais continuam paradas; sindicatos da CUT sabotam movimento, mas a grevecontinua

Direções do movimento já começaram a boicotar a greve e muitos gerentes “invadiram” assembléias para votar pelo fim da mobilização, mas sem êxito. A paralisação continua em todas as capitais do país. Os bancários não estão dispostos a aceitar os 9% para quem ganha até R$ 1.500,00 e 7,5% para quem ganha acima disto (mantendo tudo o mais como antes). Essa proposta é ridícula.


No Banco do Brasil e na CEF, os gerentes fizeram aquele movimento tradicional de ir à assembléia a fim de acabar com a greve. Contudo, foram frustrados em seu intento, pois as assembléias de todos os grandes sindicatos mantiveram a paralisação. Apenas alguns sindicatos do interior aprovaram o fim do movimento, isto porque o sindicato defendeu a sua interrupção.

Portanto, os bancários continuam parados até que os banqueiros e o governo façam uma proposta decente na negociação de segunda-feira. E a orientação é que os piquetes sejam fortalecidos para que nenhuma agência ou local de trabalho abra as suas portas.

A Caixa e o BB já descontaram dia parado da greve

Ontem os funcionários do BB e da CEF foram surpreendidos com a notícia de que estavam sendo descontados pela greve do dia 30. Essa postura dos bancos públicos federais é lamentável, principalmente porque na direção destes bancos estão ex-sindicalistas que sempre cobraram o direito de greve e de organização dos trabalhadores, e agora agem como os banqueiros de privados que estão interessados somente em seus lucros sem se preocupar com a categoria. Aprenderam rápido com os banqueiros esses sindicalistas, deveriam então buscar empregos em seus bancos.

Liminar contra o corte de ponto – A Caixa não poderá cortar o ponto dos empregados em greve. A 12ª Vara da Justiça do Trabalho de Porto Alegre concedeu liminar à Federação dos Bancários (RS), na quarta-feira, que impede a Caixa de anotar falta não-justificada no ponto dos empregados em greve, até definição quando da negociação dos dias parados e fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho -2008/2009.

São Paulo – Na capital, o sindicato recuou do acordo que havia feito no TRT e decidiu manter a greve da categoria convocando nova assembléia apenas para segunda feira (20/10). Mas a assembléia foi invadida por gerentes da CEF e do BB que vieram “a paisana” para não serem identificados. Foram orientados a tirar a gravata e os paletós.

Para decepção da gerentada e alegria dos grevistas, o sindicato utilizou de sua tradicional falta de democracia e “atropelou” a base informando que o Comando Nacional já havia rejeitado a proposta e que não tinha mais nada que discutir, mantendo a greve e marcando nova assembléia para a segunda feira 20/10.

Infelizmente, vários sindicatos do interior de São Paulo não desistiram da “operação desmonte” e mantiveram a decisão de suspender o movimento para avaliar e retomar mais à frente. Essa postura lamentável leva a um enfraquecimento da mobilização, diminuindo o quadro da greve nacional. Isso também coloca em risco a confiança da base nesta greve, pois, depois de tantos dias parados, surge o medo que o movimento acabe sem nenhuma negociação.

O Sindicato de Assis estava avisando os delegados sindicais, na quarta feira que a greve seria encerrada ontem (16/10) por conta de um acordo no TRT e que todos deveriam voltar aos serviços.

O Sindicato do ABC foi o primeiro a suspender o movimento na assembléia de ontem (16/10), também o sindicato de Mogi das Cruzes, que inclusive fez uma lambança na assembléia colocando pessoas para votar que nem estavam credenciadas. O tiro saiu pela culatra e a greve na base de Mogi seguiu firme na CEF, mesmo sem o sindicato.

Capitais – Todas as capitais continuam em greve. Isso é uma demonstração de que os bancários continuam firmes no movimento e no propósito de não aceitar pagar a conta da crise dos banqueiros. Durante anos, quando foram o segmento que mais lucrou no país, não pensaram em compartilhar seus lucros com os bancários, agora, que não compartilhem seus prejuízos, pois esta conta não é nossa.

Nas capitais onde os bancários entraram em greve uma semana antes, esta jáé aterceira semana de paralisação.

Movimento nacional de Oposição Bancária - MNOB
 

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