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Foto: Ronaldo Bernardi, da zerohora.com  O governo Yeda está impondo uma triste e dura rotina às mobilizações de rua no Estado. Mais uma vez, uma manifestação organizada por trabalhadores reivindicando melhores condições de vida e de trabalho terminou em pancadaria, promovida pela Brigada Militar a mando do Coronel Mendes. Cerca de quatro mil manifestantes, entre integrantes de movimentos do campo e da cidade que realizavam a Marcha dos Sem e professores, policiais civis, bancários, trabalhadores da Corsan, dirigentes do Sindppd/RS e outros trabalhadores que participavam de um ato unificado contra os ataques do governo estadual ao conjunto das categorias, caminhavam pacificamente do centro administrativo em direção à Praça da Matriz, expondo suas bandeiras, suas reivindicações, seu legítimo protesto. Todo o trajeto foi acompanhado de perto por cerca de 500 policiais militares a pé, a cavalo, de moto, em viaturas e em um helicóptero que sobrevoava baixo, tentando intimidar o movimento. Se isto já pode ser considerado um exagero, o que dizer do que veio a seguir: a multidão foi recepcionada em frente ao Palácio Piratini, um local público e tradicionalmente palco de manifestações, por um cordão humano da BM, que impedia a passagem do carro de som para o estacionamento em frente ao Palácio. "Não à repressão!" foi o que se ouviu das vozes de estudantes, professoras, camponeses, antes do baque de três bombas de efeito moral – que, jogadas nas costas dos manifestantes têm efeito para muito além do moral – e dos tiros de balas de borracha. Foto: Assessoria de Imprensa Sindppd/RS
A caminhada estava transcorrendo pacificamente pelas ruas da cidade
Gritos, correria e fumaça. Este foi o cenário produzido pela ação da BM, que resultou em cerca de 15 pessoas feridas. Foto: Cícero Vargas

Foto: Cícero Vargas

Foto: Cícero Vargas

O estrago da bala de borracha Foto: Leandro Silva

Até mulheres foram agredidas
Capitaneando a operação digna da época da ditadura militar, Coronel Mendes foi interpelado por deputados estaduais que tentaram negociar a passagem do caminhão de som e o cessar da violência. Também os deputados levaram uma discreta "sova" dos BMs que rapidamente cercaram o coronel, impedindo qualquer comunicação. Foto: Assessoria de Imprensa Sindppd/RS

Mendes cercado pelo Choque
Depois de muita insistência, tanto dos parlamentares quanto dos manifestantes que permaneceram reivindicando o seu direito de protestar em local público, a passagem do caminhão de som foi liberada, os ânimos foram acalmados e o ato pode ser finalizado em frente ao Piratini. "A praça de guerra que foi montada aqui se coloca no dia a dia dos trabalhadores pelo governo Yeda, quando retira direitos dos trabalhadores, não paga salários dignos para os professores e funcionários e destrói os serviços públicos. É preciso se unir e lutar contra todos os governos que atacam o povo, seja o de Lula, Yeda ou Fogaça", afirmou a representante da Conlutas.
Ao final, a violência promovida pela Brigada Militar foi vencida pela luta dos trabalhadores, que criaram ali em frente do Palácio Piratini um outro cenário: os milhares deram-se as mãos e entoaram emocionadamente o hino do Rio Grande do Sul. Foto: Cícero Vargas

O dia 16 de outubro é um dia para não esquecer.
Clique aqui para acessar a galeria de fotos da manifestação do início ao fim. (Imagens mais próximas do confronto não foram possíveis porque a jornalista do sindicato precisou fugir das balas de borracha)
Clique aqui para acessar as fotos feitas por Cícero Vargas, coordenador de saúde do Sindppd/RS.
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