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Notícia - Trabalhadores debatem unificação da Conlutas e Intersindical no Fórum Social Mundial PDF Imprimir E-mail
Escrito por Raquel Casiraghi   
Qui, 28 de Janeiro de 2010 10:53

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Sala do Cpers ficou lotada com a plenária de reorganização.

Sindicatos e movimentos sociais debateram, nesta quarta-feira (27), os desafios da nova Central em uma plenária durante o Fórum Social Mundial. Representantes do Sindppd/RS e de sindicatos de TI do país estiveram na atividade. Congresso de unificação entre a Intersindical, Conlutas e demais organizações está confrmado para os dias 05 e 06 de Junho em Santos (SP).


Cerca de 250 trabalhadores e militantes lotaram o auditório do Cpers Sindicato, no centro de Porto Alegre, para debater os desafios da construção da nova central. A atividade iniciou com uma análise de conjuntura. O jornalista e historiador Gilberto Maringoni abordou a situação atual da América Latina, em que há um avanço da direita e do imperialismo. "A eleição de Obama gerou confusão de que o imperialismo iria diminuir, mas a política externa norte-americana foi um avanço deste imperialismo. Os EUA apoiaram as eleições recentes em Honduras, validando o golpe; enviaram mais militares para o Haiti. No Chile, venceu as eleições um grupo de direita".

Maringoni também vê o avanço da direita no Brasil o que, segundo ele, fica explicíto na resistência e nas críticas ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos. "Os opositores ao plano - a direita da Igreja Católica que é contra o aborto, os ruralistas, hoje conhecidos como representantes do agronegócio - são os mesmos que apoiaram a Ditadura Militar", avalia.



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Maringoni.


Esquerda perdeu oportunidade com a crise financeira

Para o historiador, a crise financeira de 2008/2009 era a oportunidade para a esquerda se colocar como alternativa ao modelo capitalista. No entanto, não conseguiu e acabaram vigorando as ações imediatistas e salvadoras do sistema. "Por que o Brasil não foi duramente atingido pela crise e Lula manteve sua popularidade alta? Porque o governo deu dinheiro para salvar as grandes empresas da quebra e 'ganhou' a simpatia de segmentos populares por meio das políticas mitigatórias, como o Bolsa Família", afirmou Maringoni.

Dados trazidos pelo historiador Valério Arcary apontam que o capital estrangeiro controlava 25% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro durante o governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), passando para 50% do PIB no governo Lula. "O capitalismo no país foi levado ao abismo por FHC e salvo por Lula", disse.



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Valério Arcary


O historiador alertou que os trabalhadores não devem cair na armadilha que está sendo preparada para as eleições de 2010 e problematizou o desafio da esquerda e da construção da nova central. "Há uma armadilha preparada para 2010: de que há dois blocos políticos, Lula e Serra, disputando as eleições. A burguesia não vê diferença entre as duas candidaturas". Sobre o desafio: "Neste capitalismo periférico não há lugar para todos os brasileiros. Precisamos ser um ponto de apoio a estes trabalhadores. A central só será este apoio se for um movimento independente dos projetos burgueses", analisou.



Em Junho, todos e todas rumo ao Congresso da Classe Trabalhadora em São Paulo!

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Trabalhadores e representantes dos sindicato de TI
do RS, Rio de Janeiro e Bahia estiveram presentes.



A fim de ser este ponto de apoio, as centrais Conlutas e Intersindical, sindicatos e movimentos sociais de todo o país estão organizando o congresso em que será criada uma nova central independente dos governos e construída pelos trabalhadores. O congresso acontece nos dias 05 e 06 de Junho em Santos, São Paulo.

No Fórum Social Mundial em Salvador (BA), que começa no final de semana, será realizada uma plenária no dia 30/01 em que será aprovada o regimento do congresso.

Até o dia 15/03, deverão ser apresentadas as teses. A organização estima a participação de 3,5 a 4 mil delegados, que nos sindicatos serão tirados por número de trabalhadores na base e, nos assentamentos, por nº de famílias assentadas. No caso das demais entidades sociais, devem ser escolhidos dois delegados.




 

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