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7ª Parada Livre encantou Porto Alegre PDF Imprimir E-mail
Escrito por Daniela Moraes   
Seg, 30 de Junho de 2003 21:00

Como dizia nossa saudosa Elis Regina, "foi mais do que um show". Foi uma aula de cidadania e tolerância às diferenças. Famílias inteiras reforçaram a 7ª Parada Livre de Porto Alegre. Empunhando bandeiras ou usando adesivos, pais e filhos aderiram à grande celebração de respeito à diversidade.

A irreverência do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros (GLBT) atraiu uma multidão de curiosos no entorno do Parque Farroupilha, no domingo à tarde, dia 29, na 7ª Parada Livre de Porto Alegre. Durante o trajeto até o Largo Zumbi dos Palmares, o desfile de transformistas, drag queens e casais de homossexuais, masculinos e femininos, contou com a empatia da população, que acompanhou das calçadas todo o itinerário da passeata.


A pé ou em carros alegóricos, a celebração GLS da Capital esbanjou descontração com desfiles de personagens glamourosos, cultuando a diversidade sexual. "A receptividade do público comprova que os porto-alegrenses gostam de admirar a diversidade", salientou Cláudio Nunes, do nuances, um dos grupos responsável pela organização. Segundo o coordenador-geral do nuances, Célio Golin, "com o evento, saímos da clandestinidade e deixamos de ser pessoas estranhas aos olhos dos heterossexuais".


Um público de 70 mil pessoas, entre participantes e simpatizantes, foi projetado pelos organizadores, enquanto o cálculo da Brigada Militar, que teve 70 soldados no local, calculava o total de curiosos acompanhando a parada em 30 mil.


Fantasias coloridas e uma bandeira simbolizando o arco-íris foram recebidas com entusiasmo pelos espectadores, na homenagem ao Dia Internacional do Orgulho Gay, comemorado no sábado. 'Eles são bonitos e originais. Por isso, conferimos todos os anos', disse o casal Anselmo e Caren Willmann, que, assim como Maribel e Ivan Coiro, assistiram à parada da mesma forma que centenas de outros heterossexuais. 'Não temos preconceito e inclusive trago minhas filhas para que respeitem essa opção', completou a sociológa Jane Braum, ao lado das duas filhas e do neto récem-nascido.


A parada surgiu em Nova Iorque (EUA), nos anos 70, como tributo ao levante de Stone Wall, de 1969, quando gays resistiram à prisão trancados em um bar. Em São Paulo ocorre a segunda maior parada do mundo.


Conforme informou o nuances, no Rio Grande do Sul, ainda vão acontecer Paradas Livres em Caxias do Sul, no dia 6 de julho, em Pelotas e Santa Maria, no dia 13 de julho, e em Alvorada, no dia 20 de julho.



Fonte: Correio do Povo/Imprensa CUT-RS

 

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