Filósofos dizem que organização popular é a única arma contra o imperialismo

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Dentro do principal eixo do 3º Fórum Social Mundial, a Conferência “Contra a Militarização e a Guerra” buscou esclarecer quais são as reais intenções dos Estados Unidos enquanto prepara uma guerra contra o Iraque e ainda porque
objetiva militarizar a Amazônia Brasileira.

Para falar desses temas cruciais compuseram a mesa o cineasta Tariq Ali, o intelectual Samir Amin, o filósofo húngaro Istvan Mészáros e a ativista americana Medea Benjamin e o ministro da Justiça Celso Bastos.

Cada um dos integrantes da mesa soube de seu modo dizer que os gastos de vários países, e principalmente os Estados Unidos, não são usados para garantir o essencial de seus povos: a saúde e habitação. De acordo com Medea
Benjamin, 40 milhões de americanos não têm acesso gratuito à saúde; além disso, o governo americano gasta bilhões em uma guerra, quando no próprio país pessoas não têm aonde morar.

Para Tariq Ali, nós estamos vivendo num mundo nunca visto antes. “É a primeira vez na humanidade que temos um só império, o que os americanos chamam de assimetria”. Segundo o romancista e autor teatral, o FSM está sendo realizado num continente que está na vanguarda contra o
neoliberalismo. “Este continente foi a primeira vítima do império político e militar imposto pelos Estados Unidos, não é à toa que a resistência à esse modelo exista com tanta força aqui”.

O filósofo Istvan Mészáros, que colaborou diretamente com Georg Lukács, disse acreditar que se não existir um movimento radical de massas contra o sistema capitalista, não haverá futuro para a humanidade. Mészáros parafraseou Rosa Luxemburgo ao afirmar que o extermínio da humanidade é o censo do desenvolvimento destrutivo do capital. “O século à nossa frente deverá ser o século do socialismo ou da barbárie”, ensinou.

Samir Amin, um dos mais prestigiados pensadores marxistas da atualidade, ressaltou que ainda “temos um longo caminho para construir essa alternativa, articulando os movimentos no mundo inteiro”. O também economista egípcio explicou que os americanos escolheram o Oriente Médio para o primeiro
combate pela importância petrolífera e também pela proximidade com países estratégicos como China e Rússia, passíveis de um ataque futuro. No Brasil, a lógica é a mesma.

Segundo Amim, a Amazônia é a parte estratégica no
território brasileiro e através dessa área, no pensamento americano, seria possível também começar uma guerra contra o Brasil.

O controle do petróleo, para os americanos, significaria também de acordo com Amin, uma guerra contra a própria Europa. “A classe dirigente norte-americana odeia países grandes em população como o Brasil, porque nesses países o povo pode se organizar contra a hegemonia norte-americana”. Amin esclarece que para os americanos não se pode derrotar as políticas da OMC e do FMI sem destruir a política belicista.

O diretor do Fórum do Terceiro Mundo em Dakar (Senegal) e do Fórum Mundial das Alternativas, Samir Amin, disse ainda que a luta contra a implementação da Área de Livre Comércio das Américas é inseparável da luta contra a
presença norte-americana no continente.

A Conferência “Contra a Militarização e a Guerra” aconteceu na tarde de sexta-feira, 25 de janeiro no Ginásio Gigantinho.

Fonte: Carolina Coronel/ Imprensa Sindppd

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