Contra a militarização da cidade de Porto Alegre no dia 24 de janeiro

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ori_e7a27e02a55c821703a1d9d897b6cc2bA absurda liminar promulgada em 28 de dezembro pelo juiz Osório Ávila Neto, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre, impede a realização de manifestações em toda a região onde fica o TRF4 em Porto Alegre, legalizando a militarização da Cidade.
 
O prefeito Marchezan enviou ofício ao governo federal para garantir aparato militar de grande envergadura, com o Exército e Força Nacional de Segurança, para o dia 24/01, em que o TRF 4ª Região vai julgar o processo que envolve o ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato. Mesmo fugindo do protocolo oficial de que somente o governador do estado pode pedir apoio de segurança à união e sabendo do quanto é desnecessária tal solicitação, pois não há na cidade qualquer movimento beligerante ou terrorista, o prefeito utiliza de um discurso ideológico para dar um clima de “Praça de Guerra” à manifestação.
 
A operação será organizada unitariamente pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do RS, que articula forças de segurança em nível estadual e municipal. Milhares de reais serão investidos na ação que deverá contar com cães, cavalaria, helicópteros e atiradores de elite no terraço do prédio do TRF4. Até as férias de muitos Brigadeanos foram cortadas em função desse dia.
 
A cidade de Porto Alegre não está ameaçada pelos manifestantes do dia 24 ou por qualquer outro protesto. A ameaça a Porto Alegre vem do próprio governo Marchezan que, com seu projeto neoliberal, governa para os ricos,  precarizando os serviços públicos para entregar aos seus “amigos”. Marchezan militariza a Guarda Municipal e, em conluio com Sartori, coíbe e ataca os vendedores ambulantes, os jovens negros e pobres da cidade e os trabalhadores que vão às ruas lutar por seus direitos. Enquanto isso, a máfia do transporte continua solta e o crime organizado continua ganhando muito dinheiro em parceria com setores empresariais e agentes da própria segurança.
 
POR LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO E PROTESTOS EM PORTO ALEGRE
 
 Na capital gaúcha no final de dezembro foi aprovada lei de autoria do executivo municipal que dá poder a Prefeitura para definir quais, como e onde os protestos podem acontecer. Na realidade, essa lei absurda e inconstitucional, visa dificultar e criminalizar os protestos na capital.

Sua criação, após as inúmeras manifestações na cidade em 2017, com destaque para a greve de 40 dias dos servidores municipais, tem um real motivo: Marchezan teme os protestos e não convive bem com críticas e manifestações contrárias as suas ideias e posturas. Com assessoria direta do MBL, suas medidas são completamente anti-povo, voltadas para beneficiar a burguesia, em sintonia com o que tem de mais reacionário, liberal e conservador. 

Tal projeto de lei busca coibir a reação dos trabalhadores e da juventude aos ataques dos governos que nos retiram direitos, e de alguma maneira dificultar que tenhamos mais protestos. Não podemos aceitar e devemos derrotar esta legislação que vai contra o direito constitucional de livre manifestação.
– Nenhuma repressão aos que lutam
– Toda solidariedade aos manifestantes do dia 24 de janeiro
– Protesto não é crime. 
– Abaixo a Lei Municipal que quer controlar os protestos na cidade.
 
 
Porto Alegre, janeiro de 2018, Executiva Estadual da CSP/Conlutas
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2 Comentários

  1. Diogo 13 janeiro, 2018 - 14:32 à 14:32

    O que o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do RS tem a ver com o julgamento do Lula? Qual a relevância disso com o trabalho que vocês deveriam estar fazendo?

  2. Luis 19 janeiro, 2018 - 22:01 à 22:01

    Parem de defender bandido com nosso dinheiro!!!

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