Brasil, RS e Porto Alegre, está tudo à venda. Na mesma semana Bolsonaro, Leite e Marchezan saíram a oferecer a privatização das empresas públicas

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Hoje no Brasil, enfrentamos uma tentativa de privatização generalizada das empresas públicas como talvez não tenhamos visto nos quase últimos 40 anos desde a Redemocratização pós Ditadura Militar. O governo federal, representado pelo superministro da Economia, Paulo Guedes, vem se empenhando em colocar em prática a pauta liberal de venda de estatais e empresas públicas a preço abaixo do de mercado.

Os argumentos são de que a máquina pública deve ser enxugada e de que o Brasil precisa de dinheiro em caixa. Para isso, o governo pretende repassar, à iniciativa privada, serviços importantes da população e bens valiosos do Brasil.

Em um evento no final da semana passada, durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Dallas (no Texas), nos Estados Unidos, o ministro Guedes disse, em tom irônico que, o governo pretende vender tudo, inclusive o Banco do Brasil e a PETROBRAS (CLIQUE AQUI para ver este trecho do pronunciamento dele). Especificamente sobre o Banco do Brasil, o ministro sugeriu a fusão entre o banco brasileiro e o Bank of America, como ocorreu recentemente entre as fabricantes de avião BOEING (EUA) e a EMBRAER (brasileira).

CLIQUE AQUI para ver o trecho do pronunciamento de Paulo Guedes em Dallas (EUA)

Não é apenas um mero discurso para atrair investidor estrangeiro. Enquanto Bolsonaro volta e meia sai na mídia devido às suas falar polêmicas, o governo federal agiliza as vendas e privatizações nos bastidores. Em breve, ocorrerá novo leilão de concessões de aeroportos brasileiros, e a lista de empresas públicas que entram na mira para privatização não para de crescer. Já foi anunciada a privatização dos CORREIOS e de várias refinarias da PETROBRAS, inclusive a REFAP, de Canoas (RS). Até mesmo as de TI, SERPRO (ligado à Receita Federal) e DATAPREV (à Previdência Social), já foram cogitadas.

 

 

NO RIO GRANDE DO SUL E EM PORTO ALEGRE NÃO É DIFERENTE

A situação é bem semelhante para nós, gaúchos. O governador Eduardo Leite (PSDB), a exemplo do antecessor José Ivo Sartori (PMDB), também recorre às privatizações. Em menos de 6 meses de governo, Leite irá encaminhar, em breve para a Assembleia Legislativa, os projetos de privatização da CEEE (energia elétrica), CRM (mineração) e da SULGAS. As estatais e empresas públicas que não serão oficialmente vendidas, como a PROCERGS, da área da TI, podem sofrer pressão por aumento de terceirizações. Na última semana, Eduardo Leite esteve nos Estados Unidos para oferecer as empresas públicas do Estado e falou em aproveitar o “apetite do mercado”. Todos sabemos que o tal mercado quer expandir seus lucros destruindo serviços e empresas públicas.

Já o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) esteve em São Paulo, também nesta semana, para oferecer empresas e serviços públicos para grandes empresas privadas. Em relação à PROCEMPA, a empresa de TI do município, ofereceu os quase 1 mil km de fibra óptica de propriedade da empresa, os quais são fruto do investimento e de um trabalho imenso da própria PROCEMPA e um patrimônio inestimável para a Capital. Marchezan também tem feito outras ofertas, que vão desde a saúde até a concessão de parques e o fim da meia passagem para estudantes. Mas o prefeito nunca mexe com os empresários, parceiros nas campanhas eleitorais. Até hoje, quem detém o controle das informações sobre a planilha de custo e venda de passagens das empresa de transporte coletivo é o sindicato das empresas.

Veja declaração do prefeito em 21 de Maio no Painel Telebrasil 2019, divulgada na matéria do site Convergência Digital: https://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=50759&sid=4&utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter
 
A defesa das empresas públicas e dos direitos mais importantes, como as leis trabalhistas, as normas regulamentadoras das condições de trabalho e a aposentadoria, são tarefas que só podem ser garantidas por nós, trabalhadores, e pela população que necessita das empresa públicas e de seus serviços.

 

 

Sem luta perderemos tudo, pois os governos estão todos a serviço das grandes empresas. 14 de Junho é GREVE GERAL!

O 30 de Maio será mais um dia de luta e de manifestação em todo o país em defesa da educação e das universidades públicas. E em 14 de Junho, é a GREVE GERAL NACIONAL em defesa da Previdência Pública e da aposentadoria. Nenhum trabalhador ou trabalhadora pode ficar de fora, sob pena de perdermos o maior patrimônio das nossa vidas: a nossa aposentadoria. Não deixe que governantes, vários deles muito bem aposentados, destruam o teu, o nosso futuro.

 

Sindppd/RS

 

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