Quase metade dos domicílios brasileiros tem computador

​SETOR PRIVADO – Campanha Salarial ainda sem solução. Sindicato segue buscando a manutenção dos direitos e avanços

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Como já era previsto, após a reforma trabalhista, o SEPRORGS, sindicato dos empresários vem insistido na retirada de importantes direitos dos trabalhadores para fechar o acordo. A ultratividade das cláusulas, bem como a realização de homologações fora do sindicato tem sido o foco dos empresários. O que está em jogo:
 
– Ultratividade: 
 
​Cláusula 74 da Convenção Coletiva. Em caso de retirada da mesma, vencido o prazo de vigência da convenção, no ​dia seguinte cai a obrigação das empresas de pagar os pisos salariais, os benefícios, VA, VR, creche etc. Hoje temos uma cláusula que garante aos trabalhadores a manutenção dos benefícios até a assinatura de um novo acordo com o SEPRORGS – sindicato patronal.
 
– Homologações no Sindicato:
 
​Cláusula 25 da Convenção Coletiva. Este instrumento também está na mira dos empresários. A homologação realizada no sindicato para os trabalhadores de Porto Alegre e região, e de Caxias do Sul e região, garante aos trabalhadores a assistência de uma pessoa com experiência para assistir a homologação e confer​ir cálculos, além de observa​r se estão sendo cumpridos os direitos constantes na ​C​onvenção. Isto é importantíssimo e indispensável  para cada trabalhador quando demitido.
​​
​O índice ​de correção salarial por estar bastante baixo deixou de ser um dos principais entrave​s​, o foco ​dos empresários passou a ser a retirada de​ importantes​ direitos​. O interesse deles é tentar aproveitar a mudança da legislação para impor derrotas a categoria. Mas estamos firmes e convictos, conforme decisão de nossa última assembleia de não ceder a pressão. A nova mesa de negociação está marcada para o dia 23 de Abril.  Após esta mesa deveremos convocar assembleia. Aguarde a convocação do sindicato. 
 
 
 
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39 Comentários

  1. Jair Bolsonaro 9 abril, 2018 - 13:49 à 13:49

    Acredito que o sindicato ainda não tenha se dado conta mas boa parte dos trabalhadores da categoria não está se sentindo lesado com as alterações da nova CLT.
    Para fins de negociação, aceitem a revogação da cláusula 25, pois não creio que nem 10% das homologações feitas no sindicato exijam a assistência em troca da manutenção da cláusula 74.
    Quanto ao reajuste, como ano passado a inflação foi relativamente baixa, é a hora de tentar um ganho real, mas já chegou a hora do sindicato entender que a nova CLT veio para ficar e que seu papel irá mudar.
    Já passou da hora de tratar o “patrão” como vilão e demonizar o mesmo.

    • Programador 23 abril, 2018 - 9:28 à 9:28

      Fale por você então….sugiro trabalhar como pj então, já que o sindicato é um entrave….rs cada idéia.

  2. alemão do Ruby on Rails 9 abril, 2018 - 16:02 à 16:02

    Se o sindppd fosse tão competente para conseguir algo para nós, como eles foram para conseguir por “unanimidade” o desconto da “autorização para o ​desconto da Contribuição Sindical Obrigatória ​de 2018″, estaríamos todos felizes!!!

    pior sindicado de todos !

  3. Falsa dicotomia 9 abril, 2018 - 18:09 à 18:09

    @Jair Bolsonaro: Bolsomito, você por aqui!? Achei que a campanha presidencial o mantinha ocupado, que não teria tempo para comentar em sites de pequenos sindicatos de TI aqui da província…
    Enfim, concordo plenamente que esse pensamento de “patrão vilão” não só é ultrapassado como burro, no entanto, achar que as empresas beneficiam seus funcionários só pela bondade de seu coração é tão burro quanto. Portanto, uma pergunta para vossa excelência: revogada a cláusula 74, você acredita que as empresas vão manter esses direitos (VA, VR, creche etc.) apenas pela sua boa vontade? Ou você acha que não e está pronto para abdicar desses direitos? Acredita que um retrocesso a realidade dos séculos passados, que é a inexistência dos direitos trabalhistas, realmente seria benéfico para os empregados, ou mesmo para a economia em geral?
    Desde já, entenda que isso não é uma defesa “petralha/mortadela/comunista”, apenas um contraponto para esclarecer melhor as coisas.

    • Jair Bolsonaro 11 abril, 2018 - 19:33 à 19:33

      Olá Falsa dicotomia,

      Não só não acredito que a cláusula 74 não seria cumprida (e considero importante) que em minha sugestão ao Sindppd-RS comentei que se abra mão da cláusula 25 condicionando a manutenção da 74.
      Concordo contigo em todos os pontos que isso implicaria em um retrocesso e não se deve abrir mão.

      • Victor 17 abril, 2018 - 11:59 à 11:59

        Jair… Por qual motivo aceitaríamos revogar a cláusula 25? O que ganharíamos com isso? 1.8% de reajuste no salário? Só por isso? Não, obrigado. Nenhum direito a menos e podem ficar com esses 1.8% no bolso deles. Não vale o preço da perca dos NOSSOS direitos.

        Se o seu empregador calcula corretamente rescisão, bom pra você. Mas eu já vi empregador fazendo cagadas enormes em rescisões de trabalhadores humildes. Pessoas perdendo até R$ 400,00 – R$ 500,00.

        É preciso sim manter a homologação no sindicato. É a certeza que o trabalhador receberá aquilo que lhe é devido e não será prejudicado. Até por que, se for prejudicado, o único caminho seria a Justiça. E com toda a nova legislação protecionista (dos empresários) que está em vigor, você acha que um trabalhador vai se animar a correr atrás de R$ 400,00 – R$ 500,00 que não foram pagos? Provavelmente o patrão é quem irá embolsar este valor.

        Além disso, por que a cláusula 74 estaria na mira do sindicato das empresas se estas não tivessem interesse em descumpri-la? As entrelinhas do Seprorgs são claríssimas.

  4. Roberto 9 abril, 2018 - 20:25 à 20:25

    Mas até aqui o Jair fala bobagem? Eta ignorância eterna!

  5. Graziele 9 abril, 2018 - 20:47 à 20:47

    Nao acionaram a justiça ainda por que? Vão esperar até Novembro, pra fazer aniversario… Pelo amor de Deus…

  6. Analista Carlos 10 abril, 2018 - 1:32 à 1:32

    Que vergonha esse sindicato.
    Os empresários podem enrolar o tempo que for e nada acontece. Nosso dissidio todo ano vem atrasado mais de 6 meses e quando vem nunca é 100%.
    Enfim, só saimos perdendo nisso tudo, como sempre.

  7. Estamos de Olho 10 abril, 2018 - 9:23 à 9:23

    A diminuição de jornada de trabalho de 44 pra 40 horas semanais sequer foi cogitada pelas partes? Graças a Deus já me livrei dessa desumanidade, mas já passei por isso. Com 44 horas eu produzia MENOS do que com 40, pois trabalhava insatisfeito e mais cansado. E deve acontecer com muitos trabalhadores. 44 horas é desumano!

  8. Hugo 10 abril, 2018 - 9:23 à 9:23

    Pela amor..aceitem retirar a 25 e manter a 74 e outra façam atas de reuniões decentes.

    Façam a proposta de retirar a 25 e manter a 74 e retroativo o ridículo índice de 1, alguma coisa desde da data base e acabem com isso.

  9. Paulo 11 abril, 2018 - 21:41 à 21:41

    Que tal para o ano que vem vincularmos a contribuição obrigatória a aprovação do dissídio??

    Garanto que esse sindicato iria se mexer daí!!!!

  10. Roberto 13 abril, 2018 - 10:46 à 10:46

    Retirem a clausula 25 e mantém a 74!!!

    E a proposta das 40 horas semanais?!

  11. Trabalhador de verdade 13 abril, 2018 - 11:06 à 11:06

    Como todo o sindicato que se prese, sempre dizendo que “estamos perdendo direitos”. Ora, se as empresas tirarem benefícios dos trabalhadores, procuramos emprego na concorrência, afinal somos da área de tecnologia em frequente evolução. Chega de pintar o patrão como vilão enquanto vocês só sugam nosso dinheiro (por enquanto), não temos reajuste anual e nem redução de horas como em outros estados. Evoluam!

    • Victor 17 abril, 2018 - 12:05 à 12:05

      Véi, na boa… Qual foi o “barato” que tu fumou hein? Se liga “trabalhador”… Se um direito for removido da CCT, NENHUMA EMPRESA DE TI DO RS vai te dar esse benefício. Não adianta mudar de empresa, tudo será a mesma coisa.

      Nesse cenário, o seu caminho seria buscar emprego numa empresa de outro ramo que fosse regida por outro sindicato, e que este sindicato tivesse o benefício assegurado na CCT.

      Antes de ficar falando asneira, põe a mão na consciência e observe que isso é uma NEGOCIAÇÃO! E como tal, há a oferta de A pelo retorno de B.

      O que vemos aí é sindicato da empresas querendo tirar direitos da nossa CCT para EM TROCA nos dar 1.8% de reajuste no salário. É uma troca benéfica na tua concepção? Faz as contas camaradinha… 1.8% do teu salário e tira os descontos também. Veja a PORCARIA que te OFERECEM em troca da PERDA de DIREITOS!

      • Jair Bolsonaro 23 abril, 2018 - 14:28 à 14:28

        Olha, tu deves ter feito estágio na Venezuela.
        Sério que tu acreditas que as empresas só paguem o que são obrigadas?
        Poxa, deve ser dureza viver ganhando o piso salarial e o vr da CCT.

      • Dione Quevedo 26 abril, 2018 - 17:41 à 17:41

        Tem empresas oferecendo mais do que nosso sindicato reivindica para ter bons profissionais, questão de lei da concorrência, empresa que não oferece diferencial não contrata bons profissionais.
        Simples questão de mercado, de oferta e procura, se a empresa quer exigir tem de oferecer compensações. Nunca tive problema para me recolocar e sempre que saí de uma empresa foi para aceitar propostas melhores.

  12. Elis 16 abril, 2018 - 14:40 à 14:40

    Porque jornada de 44 por semana para 40 é igual a um mês trabalhado a mais por ano!
    Enquanto o resto do Brasil trabalha um mês a menos por ano, os farrapos das cidades pequenas trabalham isto a mais no ano!
    E o Brasil ainda levanta a bandeira da igualdade, só se for nos deveres tributários, porque na vida social de igual não tem nada!

  13. [ ] 16 abril, 2018 - 23:02 à 23:02

    Pessoal faland como se empresário fosse bonzinho e pensasse no bem estar dos funcionários… Empresário só quer saber de aumentar os lucros pra poder gastar nos seus luxos, viagens, carros… Eles querem é mais que o trabalhador se f*da. Achar que se não tiver cláusulas garantido que quando tiverem dando pé na tua bunda vão pagar tudo corretamente é ser muito ingênuo. “Há, mas se não pagar é só ir na justiça cobrar!” Dai esqueceu que com a nova lei, se assinou que o valor recebido tava correto, não tem choro depois. Se tentarem cortar algo é só sair e ir pra outra empresa? Claro, mercado tá mto quente mesmo, só sair pra outro lugar… e ganhar metade se tiver sorte, pq sempre vai ter um que aceita ganhar miséria pq tem que pagar contas. Só lembrar da primeira vez que ferraram os retroativos, só tinha mendigo endividado comentando pra aceitar aquela proposta vulgar (que por sinal foi aceita, e no ano seguinte a mesma coisa).
    Ficar achando que empresário vai ser pai e te proteger ou que se tiver ruim é só ir pra outra empresa que tu sai no lucro é utopia, pensamente de quem acha que bolsonaros da vida são a solução. A menos que tu seja um cara ultra especializado e que tenha no brasil todo uma dúzia de pessoas com as tuas qualificações… Caso contrário, planeta terra mandou lembranças.

  14. Victor 17 abril, 2018 - 12:12 à 12:12

    A cláusula 74 nem deveria existir, pois benefício dado não pode ser tirado do trabalhador. Mas, em se tratando de um país onde a lei é interpretada diferente toda a semana, a sua manutenção é a garantia que não irão mexer nos benefícios que já recebemos.

    Sobre a cláusula, a sua manutenção é ainda mais importante, pois garante que o trabalhador receba suas verbas rescisórias corretamente sem “enganos” por parte do empregador. É algo simples que realmente não entendo por que as empresas não querem manter. Se a empresa está pagando corretamente, por que ter medo da análise do sindicato?

    Se fosse nos tempos do dissídio INPC em 10.3% era grande a chance do Seprorgs levar a vitória. Mas em tempos de INPC maquiado em 1.8% ninguém em sã consciência vai aceitar abrir mão de direitos tão importantes em troca de uma mixaria de dinheiro.

    Porém, eu deixo meu adendo aqui: Se o Seprorgs aceitar reduzir a jornada de trabalho de 44hs para 40hs semanais, eu aceitaria revogar a cláusula 25.

    Já a cláusula 74 está fora de qualquer negociação.

  15. Paulo 20 abril, 2018 - 11:59 à 11:59

    Vi que estão falando em INPC de 1,80% mas esse é o índice acumulado do ano de 2017, não deveria ser o acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, da última data de dissídio??

    Mês No Ano Últimos 12 meses
    Dez/2017 2,0600 2,0600
    Nov/2017 1,8000 1,9400
    Out/2017 1,6100 1,8300

    • sindppd 14 maio, 2018 - 15:54 à 15:54

      Paulo,

      independente de quando foi assinada a última Convenção Coletiva, a data-base para cálculo é sempre o acumulado até 1º de Novembro. Esta data algum dia será outra, apenas quando for objeto de negociação entre os dois sindicatos (das empresas e dos trabalhadores).

      Att. Sindppd/RS

  16. Professor Raimundo 23 abril, 2018 - 12:30 à 12:30

    E o salário óóóó…

  17. Alexandre 24 abril, 2018 - 17:25 à 17:25

    Quantos dias é necessário para publicar uma ata de 3 linhas e uma noticia de 2 paragráfos?

  18. Graziele 24 abril, 2018 - 18:27 à 18:27

    Ola.. algum retorno da reunião de ontem?

  19. Sugestão 25 abril, 2018 - 8:28 à 8:28

    Srs(as),

    Vocês já pensaram, ou discutiram, que a data base pode estar dificultando o acordo com os empregadores?
    Olhamos um pouco o lado deles. Veja, em novembro é muito próximo do final do ano, onde tudo fica mais complicado, por exemplo férias, 13º, etc… Claro! queremos receber os ajustes, isso é óbvio, porém, eu acredito que se esta data for alterada, por exemplo para o meio do ano (maio ou junho) poderemos ter uma vantagem nestas negociações.

  20. marcio 25 abril, 2018 - 11:55 à 11:55

    Onde esta o resultado da assembleia do dia 23/04?

  21. Paulo 25 abril, 2018 - 16:03 à 16:03

    não teve uma NOVA mesa de negociação como estava previsto em 23/04??

    cadê o que foi decidido… as novidades ???

  22. Roberto 26 abril, 2018 - 8:55 à 8:55

    Olá, qual foi o resultado da reunião do dia 23/04?

    Atte.

  23. Developer 26 abril, 2018 - 14:04 à 14:04

    E regulamentar o trabalho remoto nada?

    Modernizem a CCT, especifiquem uma solução pra trabalhar remoto sem necessidade de hora extra e adicional noturno.

  24. Any 26 abril, 2018 - 16:27 à 16:27

    Olá Sindicato!

    Sou mãe, mulher e trabalhadora do setor TI, não podemos perder os benefícios como Vale Alimentação nem do Auxílio Creche.
    Precisamos reduzir a carga horária de 44 para 40 para todos os trabalhadores da área de TI particulares, pois, chega tardezinha, sinceramente ninguém tem mais ânimo para trabalhar, e sim ficamos matando tempo…a empresa é que perde, com gastos de energia e tals… pois ninguém é produtivo no final da tarde.

    Bom trabalho pessoal, sejam firmes! Super abraço!

  25. Ronaldo 26 abril, 2018 - 17:18 à 17:18

    Houve reunião no dia 23/04? Caso, sim, alguma novidade? Quando vai ser definido a campanha salarial?

  26. Paulo Silva 27 abril, 2018 - 10:29 à 10:29

    Bom dia!
    O que foi definido no ultimo encontro (23/04) ?

  27. Analista 27 abril, 2018 - 14:04 à 14:04

    Qual foi o resultado da reunião do dia 23????????

  28. Alexandre 27 abril, 2018 - 15:47 à 15:47

    Já se passaram 4 dias desde a tal reunião e até o momento não publicaram nada. Aliás, fazem e fazem reuniões. Entretanto até agora ninguém sabe quais são as pedidas por parte do sindicato pelo simples fato de nunca postarem a respeito. Não tem nada a respeito sobre o valor de reajuste de % no salário, no VR. Já estamos em maio e até agora nada, nenhuma manifestação. Engraçado que pra aprovar em 100% a contribuição sindical foi rapidinho.

  29. Cesar 30 abril, 2018 - 15:02 à 15:02

    Boa tarde Pessoal
    Não devemos aceitar qualquer retirada de direitos, tirar um direito por 1,8??? tão de brincadeira???
    Negocio é bater o pé até o fim, não aceitar nenhuma redução de direitos e um dissidio no minimo de 8% de aumento, menos que isso não podemos aceitar.
    Ano passado meia duzia votou a favor de um dissidio que já foi uma palhaçada, parem de ser cagão e NÃO votem sim para qualquer oferta, segurem firme, até que a situação gere processo contra eles, NÃO ACEITEM ESMOLA SEUS BURRO.
    Estou de saco cheio de tudo isso, sindicato é uma vergonha, venho reivindicando um sistema de voto online para os trabalhador votar em pautas importantes e até agora não foi atendido e sequer me respondem e-mail.
    ACORDEM PARA A VIDA!!!!

  30. Thiago Souza 2 maio, 2018 - 8:50 à 8:50

    Não teve reunião dia 23? onde esta o resultado da reunião????

  31. Sabrina Machado 9 maio, 2018 - 18:32 à 18:32

    Não tenho visto o percentual proposto de aumento salarial, só vejo falar da luta contra a reforma trabalhista ( não digo que seja menos importante) mas e quanto ao nosso aumento de salário, estão brigando por quanto? Até quando vão se enrolar. O convenção que vence em 11/2018 que deveria estar sendo discutida agora e não a vencida, estão sempre atrasados, levam 2 anos pra decidir cada CCT.
    E o nosso dissidio, vem quando?

    • sindppd 10 maio, 2018 - 12:58 à 12:58

      Sabrina,

      na verdade, a Reforma Trabalhista, que está em vigor, tem tido impacto direto em nossa campanha salarial. Vislumbrando a reforma, que foi feita a pedido dos empresários, o SEPRORGS quer acabar com as cláusulas 74 (ultratividade, que garante que os direitos da CCT do ano anterior continuem valendo até a campanha salarial atual ser fechada) e a 25 (que determina que as rescisões do contrato de trabalho acima de 6 meses empregados sejam feitas no sindicato). A intransigência dos empresários do SEPRORGS em nos pagar os reajustes etc. prossegue a mesma dos anos anteriores. A diferença é que agora que o INPC está com índice baixo (portanto, de pouco impacto econômico para as empresas), os patrões querem focar esta campanha salarial para tirar direitos nossos que, para eles neste momento, são mais danosos: as cláusulas 74 e 25 citadas acima.

      A ultratividade garantida pela cláusula 74 em nossa CCT foi conquistada com muita luta dos trabalhadores da TI gaúcha. É por meio dela que conseguimos, todos esses anos, fincar pé contra as investidas do SEPRORGS em retirar nossos direitos e não querer pagar nossos reajustes. Outra forma de fazer isso é pela luta dos trabalhadores, e sabemos o quanto é difícil se mobilizar no setor privado devido à repressão das empresas e às ameaças de demissão. Nesse sentido, a cláusula 74 tem sido uma importante salvaguarda a nosso favor, que os empresários agora pressionam para retirar. Se não tivéssemos essa cláusula, por exemplo agora todo os direitos que constam em nossa CCT não estariam valendo. Estaríamos numa situação bem mais frágil, o que acarretaria certamente em desespero dos colegas para fechar, de uma vez, a campanha salarial, inclusive com reajustes inferiores à própria reposição da inflação, que é o MÍNIMO que deveríamos receber.

      A cláusula 25 também é importante, pois muitas empresas ilegais pagam menos direitos do que os colegas demitidos deveriam receber. Conseguimos detectar essas irregularidades nas homologações realizadas aqui no sindicato, onde fazemos os cálculos, obrigando as empresas a pagarem tudo o que devem. Ao realizar a homologação nas empresas, como a reforma trabalhista permite, o trabalhador fica desprovido da proteção do sindicato, estando mais vulnerável a pressões do patrão para aceitar qualquer coisa, até mesmo a receber menos do que o valor devido.

      O reajuste salarial e dos benefícios é importantíssimo, mas ele não pode e não deve ser conseguido entregando direitos importantes que temos, os quais foram conquistados com muita luta da nossa categoria. Por isso que, desde o início, sempre dissemos que esta campanha salarial pós Reforma Trabalhista seria por avanços mas, sobretudo, de RESISTÊNCIA em defesa dos nossos direitos.

      Os trabalhadores precisam estar bem informados e conscientes da nossa situação, bem como da luta que o Sindppd/RS está travando em defesa dos nossos direitos. Precisamos nos unir e nos organizar, mais do que nunca, pois a força dos trabalhadores está na UNIÃO. Afinal, os ataques não se encerrarão nesta campanha salarial.

      À luta,
      Sindppd/RS

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